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Renúncia de procurador-geral do Peru é aceita, e substituta é nomeada

Manifestante carrega cartaz escrito: "Fora Pedro Chávarry", em Lima, em 3 de janeiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. janeiro 2019 - 20:02
(AFP)

A Junta de Procuradores Supremos do Ministério Público do Peru aceitou nesta terça-feira (8) a renúncia do polêmico procurador-geral Pedro Gonzalo Chávarry e nomeou Zoraida Ávalos para seu lugar por 60 dias, em meio a uma crise gerada pela investigação de um caso de corrupção envolvendo a empreiteira brasileira Odebrecht.

"A Junta de Procuradores Supremos nomeou a procuradora Zoraida Ávalos ao cargo de procuradora-geral de forma interina", afirma um tuíte do grupo.

Em comunicado divulgado na noite de segunda, Chávarry anunciou sua renúncia, oficializada ante a Junta de Procuradores, em meio a protestos populares por seus supostos vínculos com a organização criminosa Los Cuellos Blancos del Puerto e seus atos contra a equipe especial do caso Lava Jato.

"Se sou o pretexto para que continuem esses atos ilegais contra a instituição que represento como procurador da nação, decidi por respeito a minha instituição, amor a Deus e a minha família, dar um passo ao lado", indica a carta de renúncia de Chávarry apresentada à Junta de Procuradores Supremos.

A renúncia ocorre em meio à maior crise da história do Ministério Público.

A procuradora Zoraida Ávalos assumiu interinamente o cargo de procuradora-geral do Peru por 60 dias, após um acordo dos membros da Junta.

O procurador supremo Tomás Gálvez disse à imprensa que quem deveria assumir o cargo interino era Pablo Sánchez, "por ser o mais velho", mas ele recusou, e Ávalos foi nomeada.

Nos próximos 60 dias devem ser realizadas eleições para eleger o novo procurador dos próximos três anos.

A vice-presidente Mercedes Araoz disse que a renúncia de Chávez era necessária para o bem do Ministério Público.

"Isso era necessário para resolver a situação e recompor uma agenda de resolução no Ministério Público", disse Araoz.

A crise interna no MP do Peru se intensificou na quarta-feira, quando os procuradores nomeados para substituir os afastados Rafael Vela e José Domingo Pérez - encarregados da investigação dos supostos vínculos ilícitos entre a Odebrecht e ex-presidentes peruanos - rejeitaram a indicação.

Esse fato, somado a três dias de manifestações exigindo que Chávarry voltasse atrás em sua decisão, levaram o procurador-geral a restituir Vela e Pérez a suas funções.

A renúncia de Chávarry ocorre quando o Congresso peruano debate um projeto de lei apresentado pelo presidente Martín Vizcarra para declarar o MP em emergência, devido a essa crise.

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