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Rio de Janeiro e São Paulo declaram 'estado de emergência' para o coronavírus

Vendedor ambulante usa sacola plástica como máscara para se proteger do coronavírus, em São Paulo afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. março 2020 - 15:58
(AFP)

O estado do Rio de Janeiro e a cidade de São Paulo, onde foi registrada a primeira morte por coronavírus no Brasil, declararam “estado de emergência” nesta terça-feira (17) para combater a pandemia, restringindo serviços comerciais e o uso de transporte público.

Entre as medidas estão o fechamento por 15 dias de locais turísticos emblemáticos do Rio, com o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor.

Em São Paulo, a maior cidade da América Latina, com dois terços dos 234 casos de Covid-19 registrados no país até segunda-feira, o prefeito Bruno Covas autorizou o município a comprar suprimentos sem licitação vinculados ao combate à doença.

No transporte público, o gel desinfetante deverá estar sistematicamente disponível para os passageiros, especialmente nas estações de metrô e trem.

No Rio, segundo foco da pandemia no Brasil, o decreto que impõe o estado de emergência determina “a redução de 50% da capacidade [de ônibus], que transportará apenas pessoas sentadas, assim como barcos, trens e metrôs”, especificou na manhã desta terça-feira em entrevista ao canal de TV Globo.

Os restaurantes devem operar com 30% de sua capacidade e privilegiar os serviços de entrega em domicílio ou a venda de comidas para levar, enquanto apenas os serviços de alimentação podem permanecer abertos nos centros comerciais.

O decreto também estabelece restrições às praias do Rio de Janeiro, onde os carros de bombeiros pediram na segunda-feira que os banhistas voltassem para suas casas.

“Evite sair de casa, pelo amor de Deus e pelo amor de seus pais e avós”, pediu o governador do Rio, Wilson Witzel, à população na segunda-feira à noite.

Escolas, universidades e atividades culturais no Rio e em São Paulo já estavam suspensas desde sexta-feira por um período de quinze dias, prorrogáveis.

- Primeira morte -

A primeira morte do coronavírus no Brasil é um homem de 62 anos, que sofria de “outros problemas de saúde”, além do Covid-19, afirmou uma fonte do governo de São Paulo. Segundo o canal GloboNews, ele era diabético e sofria de hipertensão.

A morte ocorreu na segunda-feira, disse o prefeito Covas à rádio CBN. “Desde ontem, tínhamos a informação, mas não estava confirmada. Infelizmente, foi confirmada nesta manhã”, declarou.

“Isso mostra a gravidade da pandemia, ao contrário do que alguns querem que as pessoas acreditem”, acrescentou Covas.

Enquanto isso, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) anunciou a captura de pelo menos 444 prisioneiros em regime semiaberto, que fugiram de várias prisões no estado de São Paulo após a suspensão da permissão de saída para impedir a propagação do coronavírus.

A SAP garantiu que “a situação era controlada” em quatro centros penitenciários e indicou que ainda está determinando o total de prisioneiros que fugiram, o que, segundo a imprensa brasileira, chega a quase 600.

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