Navigation

Saúde do cacique Raoni evolui para quadro satisfatório

O cacique Raoni Metuktire discursa diante de outros líderes indígenas em 17 de janeiro de 2020, em Piaracu, próximo a São José do Xingu, no estado do Mato Grosso afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. julho 2020 - 18:48
(AFP)

O cacique Raoni Metuktire se recupera de forma satisfatória dos seus problemas gástricos e intestinais, e pode receber alta até o final da semana, informou nesta terça-feira (21) o hospital onde o líder indígena está internado desde o último sábado.

O líder, de aproximadamente 90 anos, "apresentou uma melhora do quadro clínico", indicou o Hospital Dois Pinheiros, em Sinop, no estado do Mato Grosso.

"Com a pressão arterial controlada, o cacique passou a noite bem, sem febre e está lúcido e orientado", e os médicos trabalham "com a possibilidade de alta até o final de semana conforme evolução clínica e resultados de exames", informou o doutor Douglas Yanai em boletim médico.

Raoni, que viaja por todo o mundo para alertar sobre a destruição da Amazônia e as consequências disso, recebeu pela manhã a visita do bispo Don Canício Klaus, da Diocese de Sinop, informou o boletim.

O líder indígena foi hospitalizado na última quinta em Colíder, tendo sido no sábado levado a Sinop, onde o diagnosticaram com úlceras gástricas e uma infecção intestinal. Os exames para a COVID-19 resultaram negativo.

Os sintomas começaram no final de junho, após a morte de sua esposa, Bekwyjka, que faleceu por causa de um derrame cerebral.

Familiares de Raoni contaram ao Planète Amazone, que coordena a campanha internacional do cacique, a morte da esposa que vivei ao seu lado por mais de seis décadas deixou seu emocional profundamente abalado.

Desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu o poder no Brasil em janeiro de 2019, Raoni redobrou suas alegações de ataques a povos indígenas.

Em entrevista recente à AFP, o cacique acusou Bolsonaro de querer "tirar proveito" da pandemia do novo coronavírus para promover projetos que ameaçam os povos indígenas, que têm um histórico de vulnerabilidade a doenças externas.

Mais de 16.000 indígenas foram infectados e 543 morreram com o novo coronavírus, segundo a Associação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), o que tem amedrontado os 900.000 indígenas que vivem nas diferentes regiões do país.

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.