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Senado da Bolívia aprova lei que fixa data limite para eleições

Apoiadores do ex-presidente boliviano, Evo Morales (2006-2019), queimam pneus e bloqueiam estradas na Bolívia afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. agosto 2020 - 21:51
(AFP)

O Senado da Bolívia aprovou na quarta-feira à noite uma lei que obriga a celebração de eleições gerais no mais tardar em 18 de outubro e deu um passo importante para pacificar o país.

"O dia 18 de outubro é o prazo máximo que o Tribunal Eleitoral (TSE) tem para organizar as eleições gerais, este limite de tempo é de caráter inadiável, imutável e definitivo", afirmou o vice-presidente do Senado, Milton Barón.

A nova norma foi enviada à Câmara dos Deputados, que deve ratificar o testo nas próximas horas.

As duas câmaras legislativas são controladas pelo Movimento Ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales (2006-2019), que apoiou a nova norma.

Organizações ligadas ao ex-presidente Morales exigiram algumas horas ao Congresso boliviano uma lei que determinasse as eleições para 11 de outubro, uma semana antes do previsto, como condição para interromper os bloqueios nas estradas.

A Bolívia inicialmente convocou as eleições gerais para 3 de maio, mas em decorrência da pandemia o processo eleitoral foi adiado três vezes: a princípio para a primeira semana de agosto, depois para 6 de setembro e finalmente para 18 de outubro.

Na segunda feira da última semana, os movimentos sociais ligados a Morales iniciaram bloqueios nas avenidas depois de uma convocação do COB contra a prorrogação eleitoral.

Esses grupos consideram que os adiamentos prejudicam o candidato presidencial de esquerda, Luis Arce, apoiado por Morales. Até o momento, ele lidera as pesquisas eleitorais em relação ao ex-presidente de centro, Carlos Mesa, e a presidente interina de direita, Jeanine Áñez.

A Igreja Católica, a União Europeia e as Nações Unidas procuram estabelecer uma mesa de diálogo entre as diferentes partes envolvidas no conflito.

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