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Shows na fronteira marcam duelo entre governo e oposição na Venezuela

Operários preparam painéis no palco do show "Venezuela Aid Life" em Cúcuta, Colômbia, patrocinado pelo bilionário britânico Richard Branson afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 22. fevereiro 2019 - 09:07
(AFP)

Dois shows simultâneos marcam nesta sexta-feira uma nova disputa pelo poder na Venezuela, antes da arriscada aposta da oposição de conseguir a entrada de ajuda humanitária no país, apesar do bloqueio do governo de Nicolás Maduro.

Ignorando o forte calor na cidade de Cúcuta, milhares de venezuelanos e colombianos explodiram de alegria com o início do "Venezuela Aid Live".

O evento, com a presença de várias estrelas, foi organizado pelo bilionário britânico Richard Branson com o objetivo de arrecadar ajuda para a Venezuela, que enfrenta uma intensa crise, que inclui escassez de produtos básicos e hiperinflação.

"O que já foi o país mais rico da América Latina é agora o mais pobre, e isso é inaceitável. Façamos de hoje um dia de esperança para toda a Venezuela", disse Branson no palco.

Os organizadores esperam ao menos 250.000 pessoas. "Será um dia mágico", acrescentou o magnata em coletiva de imprensa prévia.

Do lado venezuelano, operários e soldados montavam um palco sobro o qual não se sabe quem deve se apresentar.

A 300 metros do local do show de Branson, e com grande dispositivo militar, o governo preparava seu concerto, do qual foram divulgados apenas os lemas: 'Para a guerra, nada' e 'Hands off Venezuela' (Mãos fora da Venezuela).

O show Venezuela Aid Life é apoiado pelo líder opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por quase 50 países.

O encerramento do evento deve contar com as presenças dos presidentes da Colômbia, Iván Duque, do Chile, Sebastián Piñera, e do Paraguai, Mario Abdo.

Branson caminhou pela ponte internacional Tienditas e constatou o bloqueio realizado pelos militares venezuelanos nessa passagem, por onde a Colômbia pretende fazer entrar no sábado os 10 caminhões carregados de alimentos, kits de higiene e remédios enviados pelos Estados Unidos a pedido de Guaidó para aliviar a crise.

O governo de Maduro alertou que não permitirá a passagem da carga, por considerar a ajuda um pretexto para uma intervenção militar que Washington não descartou.

A ponte de Tienditas foi bloqueada por militares venezuelanos com contêineres e outros obstáculos.

Maduro, que nega qualquer crise humanitária, tentou responder a pressão.

Do lado venezuelano impera a incerteza, depois que o governo chavista apenas confirmou shows de sexta-feira a domingo.

Os produtores do evento na Colômbia afirmam que, apesar da proximidade, dificilmente o som de um show vai interferir no outro.

A lista de artistas que defenderão a mensagem do chavismo é incerta, assim como a presença de Maduro. Willie González, muito famoso nos anos 80, rejeitou o convite de Maduro.

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