Navigation

SpaceX é autorizada a colocar 12.000 satélites em órbita

Lançamento do foguete Falcon 9, da SpaceX, transportando os satélites SAOCOM 1A e ITASAT 1, em 7 de outubro de 2018 na Califórnia afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. novembro 2018 - 22:02
(AFP)

Autoridades federais dos Estados Unidos autorizaram a empresa espacial SpaceX a colocar na órbita terrestre uma constelação de 11.943 satélites a fim de ampliar o alcance da conexão na Internet de alta velocidade na próxima década.

A constelação da SpaceX multiplicaria em várias vezes o número de satélites que orbitam atualmente a Terra, sem contar os projetos de empresas concorrentes, entre elas a OneWeb, com 900 satélites previstos.

Desde o lançamento do Sputnik, em 1957, pouco mais de 8.000 objetos foram lançados ao Espaço. Destes, mais de 4.800 ainda estão em órbita, segundo o o Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Sideral. Mas segundo o registro do Exército americano, menos de 2.000 ainda estariam ativos.

Na quinta-feira, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) anunciou que tinha autorizado o lançamento de 7.518 satélites pela SpaceX, que se soma a outros 4.425 objetos já aprovados à mesma companhia em março por esta agência.

Nenhum destes satélites foi lançado. A SpaceX tem seis anos para pôr a metade em órbita e nove para colocar todos, segundo as regras da FCC.

A SpaceX quer operar a maioria destes satélites em uma órbita muito baixa: entre 335 e 356 km de altitude, o que permitiria um tempo de comunicação muito curto entre os satélites e o usuário da Internet na Terra.

Em um tuíte em maio, Elon Musk, o dono da SpaceX, disse que esse tempo era de 25 milissegundos para dois satélites de teste lançados em fevereiro, o suficiente para dois jogos de vídeo rápidos, segundo ele.

Mas esta baixa altitude é difícil de manter e os pequenos satélites têm geralmente uma vida curta, de alguns anos.

A FCC também autorizou outras empresas a lançarem várias centenas de satélites: Kepler (140 satélites), Telesat (117 satélites) e LeoSat (78 satélites).

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.