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SpaceX aposta em viagem tripulada em 2019

A presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell (E), com os quatro tripulantes da missão Dragon Crew, prevista para abril 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. agosto 2018 - 01:35
(AFP)

A primeira missão tripulada da SpaceX à Estação Espacial Internacional (ISS) será realizada em abril de 2019 como previsto, apostou a presidente da empresa, Gwynne Shotwell.

"Prever datas de lançamentos pode transformar os melhores de nós em mentirosos, espero não ser prova disso. Estamos apontando para novembro para a Demo 1 e abril para a Demo 2", disse Shotwell em uma conferência de imprensa junto com os quatro astronautas que farão parte dessa missão.

A SpaceX - propriedade do empresário Elon Musk - tem planejado que o primeiro voo será não tripulado, de demonstração, e o de abril já com a tripulação, composta por Bob Behnken, Doug Hurley, Victor Glover e Mike Hopkins.

Um relatório emitido em julho passado por um auditor do governo dos Estados Unidos disse que era improvável que a Boeing e a SpaceX fossem capazes de enviar astronautas à ISS em 2019, o que daria lugar a uma possível ausência dos Estados Unidos no laboratório orbital.

"Não vamos voar até estarmos prontos para levar esses meninos de forma segura", indicou Shotwell.

"Queremos nos assegurar não só de recuperar e trazer de volta estes garotos de forma segura, mas também de que será uma missão confiável", acrescentou. "Temos que demonstrar que este veículo é capaz de levar astronautas do solo americano com a frequência que a Nasa nos permitir fazê-lo".

A Agência Espacial americana (Nasa) se tornou dependente do setor privado e tem contratos com a SpaceX e a Boeing para enviar astronautas ao espaço assim que suas naves tripuladas estiveram prontas.

Uma falha descoberta durante um teste de lançamento da nave espacial Starliner da Boeing provocou um atraso em seu primeiro voo de teste tripulado.

A Nasa não pode enviar astronautas por conta própria ao espaço desde 2011, quando encerrou seu programa de ônibus espaciais, após 30 anos.

Agora tem que pagar 80 milhões de dólares por assento à Rússia para enviar americanos à ISS em uma cápsula Soyuz.

"Poder conduzir o primeiro voo de um veículo como piloto de teste é uma oportunidade única em uma geração, de modo que obviamente estou muito grato por isso", disse Hurley. "Mas também devo dizer que ainda temos muito trabalho pela frente".

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