Suprema Corte do Peru reduz pena de Keiko Fujimori

Keiko Fujimori, durante audiência judicial em Lima em 31 de outubro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. setembro 2019 - 23:15
(AFP)

A Suprema Corte do Peru reduziu nesta quinta-feira (12) de 36 para 18 meses a prisão preventiva cumprida pela líder opositora Keiko Fujimori, presa há 10 meses pelo escândalo de corrupção da Odebrecht.

"Dispõe-se que seja fixado em 18 meses o prazo de prisão preventiva a Keiko Fujimori (...), que será libertada em 30 de abril de 2020", disse a juíza Susana Castañeda, ao ler a decisão durante a audiência realizada no Palácio de Justiça.

Consequentemente, afirmou a magistrada, "revogam-se as resoluções (judiciais) que fixam em 36 meses o prazo da prisão preventiva".

A decisão judicial favorece também dois colaboradores de Fujimori, Jaime Yoshiyama e Pier Figari, que também tiveram pena reduzida de 36 para 18 meses.

A decisão permitiu somar os quatro votos necessários para proferir a sentença.

Nenhum magistrado se pronunciou a favor de anular a prisão, como pedia a ex-candidata presidencial.

A juíza se juntou há um mês ao tribunal que avalia o caso para decidir a discórdia em torno do recurso de apelação apresentado por Fujimori em janeiro.

A defesa de Keiko Fujimori já anunciou que continuará tentando pôr fim a uma detenção que considera arbitrária e ilegal. A cassação encerra uma sequência de apelações no contexto da justiça peruana.

"Nós sempre vamos esgotar todas as vias. A [seguinte seria a] constitucional, apelar ao Tribunal Constitucional" para conquistar sua liberdade, reiterou a advogada Giulliana Loza.

Mark Vito, esposo de Fujimori, manifestou que "não há justiça no Poder Judicial, só há interesses políticos".

A audiência desta quinta-feira aconteceu cinco dias depois que Keiko, de 44 anos, sofreu, segundo seu partido, problemas coronários e de pressão, que obrigaram a submetê-la a exames cujos resultados não foram conhecidos publicamente.

A primogênita do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), que também está preso, foi enviada por um juiz à prisão preventiva no dia 31 de outubro do ano passado no contexto do escândalo de corrupção envolvendo a construtora brasileira Odebrecht, que também atingiu outros ex-presidentes peruanos.

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