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Supremo da Colômbia decreta prisão de líder das Farc por narcotráfico

O ex-chefe das Farc Jesús Santrich fala com a imprensa em 30 de maio de 2019, em Bogotá. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. julho 2019 - 16:32
(AFP)

A Corte Suprema da Colômbia ordenou nesta terça-feira a captura por tráfico de drogas do congressista Jesús Santrich, ex-negociador de paz da extinta guerrilha das Farc e cujo paradeiro é ignorado desde 30 de junho.

Em um auto entregue à imprensa, o tribunal decretou a prisão e emitiu um pedido à Interpol para que localize e detenha Santrich visando a extradição.

O presidente Iván Duque saudou a decisão diante do que chamou de "brincadeira com a justiça" por parte de Santrich, e garantiu que será "implacável" no combate aos criminosos.

"Seremos implacáveis com os que pretendam seguir nestas atividades criminosas, que pretendam seguir na reincidência e enganar o Estado de Direito".

O ex-comandante rebelde passou a ser considerado foragido nesta terça-feira, ao não comparecer a uma audiência na justiça sobre uma suposta tentativa de tráfico de cocaína.

A extradição de Santrich é requerida pelos Estados Unidos por narcotráfico.

Em abril de 2018, Seuxis Paucias Hernández - nome legal de Santrich - foi detido para ser extraditado aos Estados Unidos, mas em maio passado o Supremo determinou sua libertação e o ex-guerrilheiro assumiu uma das cadeiras no Congresso reservadas às Farc, transformadas no partido Força Alternativa Revolucionária do Comum.

Santrich, 52 anos, que chegou ao Congresso como parte do pacto que acabou com meio século de luta armada da guerrilha comunista, também é alvo de um processo na justiça especial de paz que investiga os piores crimes cometidos durante o conflito.

O acordo de paz prevê que os responsáveis por crimes graves que confessem e indenizem suas vítimas recebam penas alternativas de prisão, desde que observem o devido processo legal.

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