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Suspensão de cruzeiros dos EUA a Cuba provoca contração do turismo

O navio 'Empress of the Seas', navio com bandeira das Bahamas de propriedade da empresa americana Royal Caribbean, se tornou o último navio de cruzeiro dos Estados Unidos a aportar em Havana, Cuba, em 5 de junho de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. julho 2019 - 00:12
(AFP)

A decisão dos Estados Unidos de suspender as viagens de navios de cruzeiro a Cuba provocará uma contração de 15% na chegada de visitantes previstos para este ano e uma redução da receita com o turismo, admitiu nesta quinta-feira (11) o governo de Havana.

"Apesar das medidas do governo americano para desestimular o turismo no nosso país, recepcionaremos, no ano de 2019, 4,3 milhões de visitantes", disse o ministro do Turismo, Manuel Marrero, em uma apresentação ao Parlamento cubano, difundida em uma reportagem da emissora de TV estatal.

Marrero disse que, "se mantida a tendência atual", o plano de chegadas de visitantes previsto em 2019, que era de 5,1 milhões, será cumprido em 84,3%. A cifra também significa uma diminuição de 10% com relação à entrada de turistas registrada em 2018.

"Apesar de estas medidas terem um impacto direto no turismo, nós vamos superar os quatro milhões sem qualquer dificuldade", acrescentou Marrero.

Em 5 de junho passado, o governo americano suspendeu as viagens de navios de cruzeiro para a ilha, onde operavam 17 companhias com 25 embarcações. Até maio, chegaram a Cuba 409.000 turistas nestes barcos.

A medida faz parte de um plano de recrudescimento do bloqueio que Washington aplica à ilha desde 1962 e aperta o cerco da administração de Donald Trump ao governo do Partido Comunista Cubano (PCC) para evitar seu acesso a divisas.

"O turismo é uma das atividades que mais traz dinheiro ao país", disse na mesma sessão o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel. Estima-se que seja a segunda atividade econômica da ilha, depois da venda de serviços médicos e profissionais, com 2,5 bilhões de dólares ao ano.

"Parte importante do que entra e do que dispomos semanalmente para pagar dívidas, para investir em matérias-primas ou em produtos que são necessários para nossos processos produtivos ou nossa população é o turismo", acrescentou o presidente.

Entre as restrições, Washington também eliminou a categoria de viagens educacionais coletivas chamadas "people to people". Os voos comerciais fluem normalmente, mas os viajantes americanos têm que se encaixar em algumas categorias estabelecidas por seu governo, a maioria relacionadas com cultura e educação.

O ministro Marrero lembrou que, devido às restrições, agências de venda online, como o Expedia Group, Hotelbeds USA e Cubasphere, receberam multas recentemente ou retiraram de suas plataformas várias instalações hoteleiras de Cuba para evitar ser alvo de reivindicações pela denominada Lei Helms-Burton.

O Título III desta norma, em vigência desde maio, permite acionar em tribunais americanos empresas estrangeiras que façam uso de bens, que foram nacionalizados pela revolução de Fidel Castro.

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