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(Arquivo) As taxas "alarmantes" de consumo de tabaco e álcool, assim como a obesidade, poderiam atrasar os progressos para reduzir a mortalidade prematura na Europa - afirmou nesta terça-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS)

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As taxas "alarmantes" de consumo de tabaco e álcool, assim como a obesidade, poderiam atrasar os progressos para reduzir a mortalidade prematura na Europa - afirmou nesta terça-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Embora os europeus estejam vivendo mais tempo do que nunca, ainda existem diferenças "inaceitavelmente altas" na expectativa de vida entre os países, com uma brecha de 11 anos entre o mais alto e o mais baixo, segundo relatório sobre a saúde no continente.

O estudo foi realizado em três anos e envolve 39 países, entre eles os estados-membros da União Europeia e as ex-repúblicas soviéticas.

Os níveis de mortalidade prematura por doenças não-transmissíveis (ENT) - como o câncer, as doenças cardiovasculares, a diabetes e as doenças respiratórias crônicas - estão diminuindo "rapidamente", disse o informe.

Mas os níveis de consumo de álcool, tabagismo e obesidade continuam sendo "alarmantes" e isso "poderia significar que este progresso não está sendo mantido", disse.

"Os europeus vivem uma vida longa e saudável. Somos a região que mais vive no mundo", afirmou Claudia Stein, diretora da OMS para a Europa.

Sem dúvida, "as diferenças no estado de saúde entre os países europeus são...inexplicavelmente amplas".

"Se as taxas de tabagismo e consumo de álcool e a obesidade não baixarem, corremos o risco de frear os progressos na expectativa de vida e que a próxima geração acabe tendo uma vida mais curta do que a nossa".

- Maiores bebedores do mundo -

Embora o consumo de tabaco e álcool esteja diminuindo em muitas partes do continente, os europeus ainda fumam e bebem mais do que as pessoas de qualquer outro lugar do mundo, segundo a OMS.

Estima-se que, em média, cada europeu beba 11 litros de álcool ao ano, enquanto 30% da população fuma.

Além disso, a obesidade aumenta: 59% da população europeia tem sobrepeso ou é obesa, apenas atrás das Américas, que têm as taxas mais altas do mundo.

O relatório sobre a saúde europeia de 2015 olhou os progressos realizados para chegar aos objetivos de "Saúde 2020" da OMS.

A expectativa média de vida para as mulheres e homens oscila entre 71 em Belarus, Moldávia e Rússia e 82 para países como França, Itália e Espanha, segundo os últimos números de 2011.

A Europa está "a caminho" de alcançar os objetivos de reduzir a mortalidade precoce por doenças não-transmissíveis em pelo menos 1,5% em 2020, segundo o relatório.

Mas Stein garantiu que poderia haver um "achatamento da curva" que afeta a expectativa de vida na próxima geração, caso os fatores de risco do estilo de vida não sejam abordados.

- 'Guerra' contra a obesidade -

"As taxas de tabagismo estão diminuindo em todas as partes - com pouquíssimas exceções - mas a obesidade vai de vento em popa, e uma coisa não compensa a outra", afirmou Stein à AFP.

"O que não queremos ver é uma vitória na guerra contra o álcool e o tabaco e uma derrota na guerra contra a obesidade", agregou a diretora para a Europa da OMS.

Ela considerou que é preciso enfrentar algumas desigualdades "inaceitáveis".

A mortalidade infantil se reduziu a um mínimo histórico, mas continua havendo uma diferença de 10 vezes entre os países de maior e menor, com 22 mortes por cada 1.000 nascimentos no Quirguistão e 2 or cada 1.000 na Finlândia.

AFP