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Teste positivo após cura da COVID-19 faz parte do processo de recuperação (OMS)

(Arquivo) Maria Van Kerkhove, uma das responsáveis pela gestão da COVID-19 na OMS afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. maio 2020 - 17:45
(AFP)

Os pacientes da COVID-19 que foram declarados curados e que depois voltaram a testar positivos para a doença refletem a persistência das células infectadas nos pulmões. Esses casos, no entanto, não podem ser considerados uma nova contaminação, informou a OMS nesta quarta-feira (6).

Há várias semanas, dezenas de casos de pacientes sul-coreanos que tinham sido curados e voltaram a testar positivo gerou preocupação internacional.

Questionada pela AFP, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse estar "ciente desse tipo de paciente", sem mencionar o país asiático.

"Pelo que sabemos até agora, a partir de dados muito recentes, parece que esses pacientes expelem material que se manteve nos pulmões, como parte do processo de recuperação", afirmou a organização.

"Temos que coletar evidências de forma sistemática para entender melhor por quanto tempo (esses pacientes) mantêm o vírus 'ainda ativo'", explicou.

Em uma entrevista recente à BBC, Maria Van Kerkhove, uma das responsáveis pela gestão da pandemia na OMS, alegou que eram "células mortas" nos pulmões, que foram expulsas e que eram o vetor para indicar o teste como positivo.

"Não é o vírus contagioso, não é uma reinfecção, não é uma reativação. Faz parte do processo de recuperação", insistiu.

No entanto, essa resposta não esclarece completamente a questão crucial: existe imunização após a infecção pelo SARS-Cov-2 (vírus)? E se sim, por quanto tempo e em que grau?

"Não temos essa resposta", explicou Maria Van Kerkhove.

Por enquanto, os especialistas se baseaiam somente nos outros tipos de coronavírus, que não geram imunidade ao longo da vida, como a Sars, que apenas protegeu pacientes curados por alguns meses.

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