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Três milhões de pessoas abandonaram a Venezuela desde 2015

Venezuelanos protestam contra o governo do presidente Nicolás Maduro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. maio 2019 - 12:38
(AFP)

Três milhões de pessoas emigraram da Venezuela desde 2015 devido à grave crise econômica e política que o país atravessa, informou a ONU nesta terça-feira, que considera que a maioria deve ser tratada como refugiada.

"Todos os dias, vemos uma média entre 3 mil e 5 mil pessoas saindo da Venezuela", disse Liz Throssel, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), durante uma coletiva de imprensa em Genebra.

"Cerca de três milhões de pessoas que deixaram a Venezuela desde 2015", acrescentou.

Segundo o ACNUR, um total de 3,7 milhões de venezuelanos está registrado no exterior, 700 mil deles emigraram antes de 2015.

No final do ano passado, cerca de 460.000 venezuelanos solicitaram asilo e a maioria deles o fez em países vizinhos da América Latina, segundo a ONU.

No entanto, 1,4 milhão de pessoas receberam autorização de residência ou vistos, de caráter humanitário ou para trabalhar, para se estabelecer legalmente nesses mesmos países latino-americanos.

"Levando em conta a deterioração da situação política, econômica, humanitária e de direitos humanos na Venezuela (...), o ACNUR considera que a maioria dos que fugiram do país precisa de um sistema internacional de proteção aos refugiados", explicou Throssel.

"Isso se deve às ameaças que pesam sobre sua vida, segurança ou liberdade por causa das circunstâncias que afetam seriamente a ordem pública na Venezuela", acrescenta.

O ACNUR também apresentou um documento que deve ajudar as administrações e autoridades que lidam com pedidos de proteção internacional apresentados por refugiados venezuelanos.

A emigração em massa de venezuelanos fugindo da situação econômica muito crítica de seu país é um dos mais importantes deslocamentos de pessoas na história recente da América Latina.

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