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Três policiais são presos no México pela morte de um homem sob custódia

Manifestantes protestam pela morte de Giovanni López afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. junho 2020 - 19:36
(AFP)

Três policiais foram detidos no estado mexicano de Jalisco (oeste) por sua suposta responsabilidade na morte de um homem que eles prenderam por supostamente não cumprir as medidas contra a COVID-19, informaram as autoridades nesta sexta-feira (5).

Entre os presos pela morte de Giovanni López, 30, ocorrida no início de maio, está um guarda municipal e outro policial, disse o promotor estadual Gerardo Solís, durante coletiva de imprensa.

Segundo o promotor, eles terão que responder perante o juiz. Isso ocorre um dia depois de um protesto para exigir justiça nesse caso, que gerou manifestações na cidade de Guadalajara, capital de Jalisco.

Ao menos 28 pessoas foram presas pelos protestos. Durante as manifestações, um policial sofreu queimaduras, duas patrulhas foram queimadas e a sede do governo estadual foi atacada por manifestantes.

As autoridades disseram que López foi detido por "má conduta administrativa", e não porque ele não usava máscara, como alegam seus parentes.

Nesta sexta, o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, lamentou a morte do trabalhador da construção civil, e afirmou que seu governo é contra "ações autoritárias".

"Me arrependo dos fatos, porque sou a favor da solução de problemas através do diálogo e sem o uso da força", disse ele em sua habitual coletiva matutina.

López Obrador solicitou que a Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) participe das investigações.

A Anistia Internacional condenou o incidente e afirmou que "a morte de Giovanni sob custódia policial é um grave sintoma do uso inadequado da força usado pelas autoridades e do uso generalizado da tortura".

O México, que tem 127 milhões de habitantes, registrou até a última quinta 105.680 casos confirmados da COVID-19, e 12.545 mortes.

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