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Trump avalia proibir aplicativo chinês TikTok

Ilustração de 13 de abril de 2020 da logo do aplicativo TikTok afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. julho 2020 - 21:38
(AFP)

O presidente americano, Donald Trump, disse que avalia proibir o aplicativo chinês TikTok, em meio a fortes tensões entre Washington e Pequim.

"É algo que estamos vendo", disse Trump em entrevista à televisão na terça-feira com a apresentadora Greta Van Susteren.

"É um grande negócio. Veja, o que aconteceu com a China com este vírus, o que fizeram com este país e o mundo inteiro é vergonhoso", disse, limitando-se a afirmar que a proibição é "uma das muitas opções" em estudo contra a China, que acusa de falta de transparência com relação à pandemia.

Suas declarações reforçam às de seu secretário de Estado, Mike Pompeo, que esta semana assegurou que os Estados Unidos "consideram" proibir aplicativos de redes sociais chinesas, inclusive o TikTok, por suspeitar que Pequim os usaria para espionar os usuários.

Nesta quarta, Pompeo disse a jornalistas que o governo americano está avaliando "cada instância" na qual acredita que os dados de seus cidadãos, em seus telefones ou em seus registros de atendimento médico, estejam em risco.

"Queremos nos assegurar de que o Partido Comunista Chinês não tenha uma forma de acessar facilmente isto", disse, destacando que se buscará "tomar medidas que preservem ou protejam esta informação".

Apesar destas ameaças, o TikTok, que nega as acusações de Washington, anunciou nesta quarta-feira o lançamento de uma plataforma que permite às pequenas e médias empresas criar clipes publicitários específicos para o app.

Muito popular entre os jovens, graças a vídeos humorísticos, de dança e música, o TikTok pertence ao grupo chinês ByteDance e tem quase um bilhão de usuários em todo o mundo.

A plataforma frequentemente tem tido que se defender de seus vínculos com a China.

"O TikTok é chefiado por um diretor-executivo americano, com centenas de funcionários e diretores (...) aqui nos Estados Unidos", disse um porta-voz do grupo, citado pela agência de notícias Bloomberg.

"Nunca fornecemos dados de usuários ao governo chinês e não o faríamos se nos pedissem", acrescentou.

Com relação à sua nova plataforma TikTok For Business, o Tik Tok claramente espera que "sua comunidade, conhecida por sua criatividade, inventividade e bom humor" atraia as empresas que buscam um público mais jovem.

Com isto, o TikTok poderia competir com seus maiores concorrentes neste nicho rentável, como Facebook, YouTube e Twitter.

bur-jca-vog-ad/lda/mvv

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