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Tunísia anuncia fechamento de mesquitas após a morte de 15 soldados

O governo da Tunísia anunciou uma série de medidas, incluindo o fechamento de mesquitas e de meios de comunicação "jihadistas", após a morte de 15 soldados em um ataque nesta semana afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. julho 2014 - 14:38
(AFP)

O governo da Tunísia anunciou uma série de medidas, incluindo o fechamento de mesquitas e de meios de comunicação "jihadistas", após a morte de 15 soldados em um ataque nesta semana.

Em um comunicado emitido na madrugada deste domingo, o governo anunciou "o fechamento imediato de mesquitas localizadas fora da supervisão do Ministério de Assuntos Religiosos" até à nomeação de novos líderes para estes locais de culto, bem como de "mesquitas onde a celebração da morte de nossos soldados foi confirmada".

Depois da revolução que derrubou o regime de Zine El Abidine Ben Ali, em janeiro de 2011, muitas mesquitas caíram nas mãos de radicais, de acordo com as autoridades, tornando-se focos de incitação à violência.

Estas medidas ocorrem após o ataque rebelde que matou 15 soldados na noite de quarta-feira no Monte Chaambi. Este foi o pior ataque na história do exército tunisino.

Segundo as autoridades, de 40 a 60 "terroristas" armados com metralhadoras, granadas e lançadores de foguetes abriram fogo contra os soldados nesta região montanhosa na fronteira argelina.

Tunísia enfrenta desde 2011 um aumento do movimento jihadista e cinquenta membros das forças de segurança foram mortos em ataques envolvendo grupos armados.

O governo também anunciou "o fechamento imediato de rádios e televisões sem licença e que se transformaram em (...) espaços para o takfir (o ato de declarar uma pessoa infiel) e de apelo à jihad" sem especificar quais ou quantos.

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