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Turquia adota confinamento parcial devido a aumento de casos de covid-19

Pessoas com máscaras desfrutam do sol de outono em um parque de Ancara, 16 de novembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. novembro 2020 - 19:13
(AFP)

Os turcos terão que respeitar um confinamento parcial para conter a pandemia do novo coronavírus, que está registrando uma perigosa expansão no país, anunciou nesta terça-feira (17) o presidente, Recep Tayyip Erdogan.

"Enfrentamos uma situação muito grave. O número de casos e de mortos atingiu um nível preocupante, sobretudo em Istambul", disse Erdogan em uma coletiva de imprensa em Ancara.

Concretamente, o mandatário anunciou que os turcos não poderão sair de casa durante o fim de semana entre as 20h e as 10h e restaurantes e cafés só poderão vender refeições para viagem.

Centros comerciais, supermercados e salões de cabeleireiro terão que fechar às 20h e os cinemas permanecerão fechados pelo menos até o fim do ano. A educação também será à distância até o fim de dezembro.

Erdogan explicou que se a pandemia se agravar, o governo será obrigado "a tomar medidas ainda mais dolorosas".

A Turquia registrou até agora 420.000 casos de covid-19 e mais de 11.700 mortos. Nesta terça, o número de óbitos em 24 horas superou os cem pela primeira vez desde abril.

Mas organizações médicas afirmam que o número real de casos é muito superior ao anunciado pelo ministério da Saúde.

O prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu, crítico de Erdogan, pediu na semana passada que a capital seja confinada já que, segundo ele, o número de pessoas que morrem diariamente só em Istambul é superior ao anunciado pelo governo para todo o país.

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