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A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, é vista em reunião na sede da UE, em Bruxelas, em 22 de julho de 2014

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A União Europeia vai acrescentar 15 ucranianos pró-russos e russos, além 18 entidades russas, a sua lista de sanções em resposta à crise ucraniana, informou nesta quinta-feira uma fonte europeia.

Os embaixadores dos 28 Estados-membros ampliaram a lista, até agora com 72 nomes, após a decisão dos líderes da UE tomada na semana passada de endurecer sua postura diante do apoio de Moscou aos rebeldes no leste da Ucrânia, informou essa fonte.

A inclusão na lista significa o bloqueio de qualquer bem na UE e a proibição de viajar aos países do bloco. Ela deve ser publicada na sexta-feira ou no sábado, afirmaram as fontes oficiais.

Os embaixadores discutiram também planos para ampliar as sanções com outras medidas, após a queda do avião da Malaysia Airlines com 282 passageiros a bordo em território ucraniano.

Os ministros europeus das Relações Exteriores informaram na semana passada sobre a possibilidade de sancionar o setor de defesa russo, impedindo o acesso a financiamentos nos mercados, a novas tecnologias e a áreas relacionadas, incluindo a de energia.

Mas a adoção desta medida divide os membros da UE, entre os que querem que o bloco assuma essa postura de confronto - como Grã-Bretanha, Alemanha ou Itália -, e os que têm vínculos econômicos com Moscou e temem as consequências.

A Comissão Europeia é a encarregada de propor essas medidas, e sua aplicação deve ser decidida por unanimidade.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reconheceu nesta quinta-feira que as sanções podem ter um impacto econômico nos países da região.

"Em nível regional, seguramente haverá um certo impacto, em particular no comércio", disse William Murray, porta-voz do FMI em coletiva de imprensa.

Em meados de junho, os Estados Unidos já haviam punido atores importantes da economia russa, como a companhia de petróleo Rosneft e o banco da estatal Gazprom, o Gazprombank.

O comércio europeu com a Rússia gera um duro debate entre os membros da UE. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, exigiu na semana passada que a França cancele a venda dos navios de guerra já negociados com Moscou, em um contrato de 1,2 bilhão de euros.

Paris considerou nesta quinta-feira que o contrato assinado com Moscou foi anterior ao início da crise na Ucrânia.

Além disso, um relatório parlamentar britânico alertou de que, apesar de todas as sanções, continuam em vigor 251 licenças de venda de armas da Grã-Bretanha para a Rússia.

AFP