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O presidente checheno, Ramzan Kadyrov, está entre os punidos. No total, a UE sancionou até agora 87 pessoas e 20 entidades por seu envolvimento no conflito ucraniano.

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A União Europeia sancionou neste sábado os chefes dos serviços de inteligência russos por seu envolvimento na crise ucraniana, ao mesmo tempo em que prepara pela primeira vez duras sanções econômicas contra Moscou.

Decidida a elevar o tom diante da Rússia após a tragédia do voo da Malaysia Airlines no dia 17 de julho, a Europa acrescentou 15 pessoas e 18 entidades a sua lista de sancionados, que têm agora seus bens no continente congelados e são proibidos de viajar em território da UE.

O Diário Oficial da UE publicou os novos nomes, entre eles o chefe do Serviço Federal de Segurança (FSB), Nikolai Bortnikov, o chefe dos serviços de inteligência, Mikhail Fradkov, assim como o presidente checheno, Ramzan Kadyrov.

No total, a UE sancionou até agora 87 pessoas e 20 entidades por seu envolvimento no conflito ucraniano.

Os líderes do Conselho de Segurança russo, do qual Bortnikov e Fradkov fazem parte, são acusados de ter "contribuído para elaborar a política do governo russo que ameaça a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia".

Kadyrov fez, por sua vez, "declarações a favor da anexação legal da Crimeia e da insurreição armada na Ucrânia". No início de junho, mostrou-se disposto a enviar 74.000 voluntários chechenos à Ucrânia se recebesse um pedido.

Mikhail Degtyarev, deputado da Duma (Câmara Baixa do Parlamento russo), também figura na nova lista por ter anunciado a inauguração em Moscou da "embaixada de fato" da República Popular de Donetsk, uma das capitais do leste ucraniano.

Entre as entidades sancionadas, há várias milícias e grupos armados ilegais, como o Exército do Sudeste (separatista), assim como sociedades com sede na Crimeia, a península ucraniana anexada pela Rússia em março.

Em resposta, o ministério das Relações Exteriores russo advertiu neste sábado que estas novas sanções colocam em risco a cooperação em matéria de segurança.

A UE "coloca em risco a cooperação internacional em matéria de segurança", disse o ministério.

O bloco prevê ampliar sua lista negra na semana que vem e é possível que inclua oligarcas próximos ao presidente Vladimir Putin, indicaram fontes diplomáticas.

Mas, sobretudo, os vinte e oito países podem adotar a partir da próxima semana e pela primeira vez duras sanções econômicas contra a Rússia, nos âmbitos de acesso aos mercados financeiros, venda de armas ou tecnologia, entre outros.

Os europeus endureceram sua postura frente a Moscou após a derrubada atribuída aos separatistas pró-russos do leste da Ucrânia de um avião malaio que custou a vida de seus 298 passageiros, a maioria holandeses.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, escreveu aos líderes europeus para defender uma decisão que "teria consequências importantes para a economia russa e que afetaria moderadamente as economias europeias".

Quanto às tecnologias politicamente sensíveis, só afetariam o setor petrolífero, e não o do gás, "com o objetivo de garantir a segurança energética da UE", disse Van Rompuy.

Os embaixadores dos Estados membros da UE se reunirão na terça-feira em Bruxelas para se pronunciar sobre o novo pacote de sanções.

AFP