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UE compra 300 milhões de doses extras da vacina anticovid da Moderna

Mais de 10% da população americana recebeu pelo menos uma dose da vacina contra o coronavírus afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. fevereiro 2021 - 12:23
(AFP)

A União Europeia (UE) concluiu um contrato com o laboratório americano Moderna de 150 milhões de doses adicionais de sua vacina anticovid para este ano e outras 150 milhões para 2022 - anunciou a Comissão Europeia nesta quarta-feira (17).

"Hoje temos garantidas 300 milhões de doses adicionais (...). Isso nos aproxima do nosso objetivo de assegurar que todos os europeus tenham acesso a vacinas seguras e eficientes tão rápido quanto for possível", afirmou a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen.

A UE já havia assinado um primeiro contrato com a Moderna para obter 160 milhões de doses este ano.

Com este contrato, a UE fechou a pré-compra de um total de 2,6 bilhões de doses das vacinas desenvolvidas para conter a pandemia de coronavírus.

Em dezembro de 2020, a UE autorizou a distribuição e aplicação da vacina desenvolvida pela Pfizer/BioNTech, gesto que foi acompanhado em janeiro pela autorização da vacina da Moderna e depois da AstraZeneca.

Além disso, a instituição já em contratos com a Sanofi-GSK, Johnson&Johnson e Curevac.

De acordo com a UE, o novo contrato assinado com a Moderna "considera a possibilidade de doar vacinas para países de baixa e média renda, ou redirecioná-las para outros países europeus".

"Com até 2,6 bilhões de doses, seremos capazes de vacinar não só os cidadãos europeus, mas também os novos vizinhos e parceiros", disse Von der Leyen em nota.

Por sua vez, a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, afirmou que a compra de 300 milhões de doses de uma vacina contra a covid-19 ajudará a "proporcionar aos cidadãos europeus o acesso à vacinação no decorrer deste ano".

Este contrato é "importante não só a curto prazo na UE, mas também para o nosso trabalho futuro para limitar a propagação de novas variantes" do coronavírus, apontou.

O diretor executivo da Moderna, Stéphane Bancel, destacou que o laboratório já mantém negociações com a UE "sobre como vamos nos preparar para 2022, incluindo a atenção para potenciais variantes" do coronavírus.

O laboratório está "comprometido a trabalhar sem descanso para oferecer ao mercado reforços das vacinas pra as variantes relevantes", acrescentou em nota.

Até à data, cerca de 33 milhões de doses já foram distribuídas aos países da UE e cerca de 22 milhões de pessoas foram vacinadas com elas (sete milhões já receberam duas doses), de acordo com Von der Leyen.

Enquanto isso, a UE decidiu implementar um plano de defesa biológica, batizado de Hera Incubator, e que terá como foco as variantes do coronavírus, como as identificadas no Reino Unido, Brasil e África do Sul.

Essas variantes despertaram preocupação devido à alta capacidade de contágio e disseminação e possível resistência às vacinas desenvolvidas até agora.

Este projeto unirá forças com a indústria farmacêutica e instituições científicas para preparar a "próxima fase" do combate à pandemia, focada na "detecção precoce de variantes e, se necessário, na produção rápida de uma segunda geração de vacinas", disse Von der Leyen.

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