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UE defende continuidade de restrições duras por variantes da covid

Policiais holandeses patrulham arredores do Museu Van Gogh em Amsterdã, durante toque de recolher imposto na cidade para combater a disseminação do coronavírus no país em 16 de fevereiro de 2021 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. fevereiro 2021 - 19:21
(AFP)

Os líderes da União Europeia defenderam nesta quinta-feira (25) a continuidade de "restrições drásticas" para enfrentar as variantes do coronavírus, segundo uma Declaração do primeiro dia de uma cúpula europeia realizada por videoconferência.

"A situação epidemiológica ainda é séria e as novas variantes representam desafios adicionais. Por isso, devemos manter restrições drásticas, enquanto aumentamos os esforços para acelerar a provisão de vacinas", destacaram os líderes na Declaração.

A declaração conjunta destaca que "por enquanto, as viagens não essenciais devem ser restritas".

"Saudamos a adoção (...) de recomendações sobre viagens dentro e para a UE, nas quais as restrições sejam introduzidas em respeito ao princípio da proporcionalidade", acrescenta.

Ao fim do primeiro dia desta cúpula virtual para discutir ações unificadas do bloco contra a pandemia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que "sempre há conflitos entre a situação sanitária e a livre circulação".

Esta situação deve ser resolvida analisando cada caso, mas "as restrições têm que ser proporcionais", afirmou.

Diante do aparecimento de novas variantes do coronavírus, vários países europeus adotaram rígidas medidas restritivas a viagens dentro do bloco e inclusive fechamentos de fronteiras, que provocaram imediatamente preocupação nas autoridades europeias.

Essa questão tem sido central na discussão dos líderes, assim como a controversa proposta de adotar passaportes sanitários ou certificados de vacinação de reconhecimento mútuo, que permitam a retomada de viagens dentro do bloco e reativar o turismo.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse que os líderes debateram estas ideias.

"Minha impressão é de que não estamos mais próximos de uma convergência do que estávamos em janeiro. Ou se estamos, ainda não há nada resolvido", explicou.

- "Semanas difíceis" -

Michel admitiu que as próximas semanas serão difíceis para os esforços mobilizados pelo bloco para imunizar a população contra a covid-19.

"Sabemos que as próximas semanas ainda serão difíceis no que se refere à vacinação", disse Michel.

As campanhas de vacinação nos países da UE começaram no fim de dezembro, mas rapidamente se depararam com dificuldades logísticas enfrentadas pelos laboratórios para produzir e distribuir as doses acordadas.

No entanto, o ex-premier belga destacou que o bloco tem "os meios, os recursos e a capacidade para ser bem sucedido nos próximos meses".

A expectativa dos europeus é que uma vez superados os obstáculos logísticos - que estão sendo enfrentados com robustos recursos financeiros -, o acesso às vacinas vai se acelerar nos próximos meses.

A UE adotou formalmente a meta de vacinar 70% dos adultos - 255 milhões de pessoas - nos países do bloco até meados de setembro.

A presidente da Comissão Europeia disse em coletiva de imprensa que ela e outros funcionários do bloco se sentiam "otimistas" em que a meta será alcançada.

"Se a gente olhar para os números [de entregas programadas], somos otimistas na nossa capacidade de alcançar o objetivo", disse.

De acordo com gráficos apresentados, a UE deve receber até o fim de junho 600 milhões de doses de várias vacinas autorizadas até agora, um volume suficiente para atingir a meta.

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