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Um jornalista ferido em novas manifestações violentas no Haiti

Policiais haitianos tentam deter um homem suspeito de cometer roubos, em Porto Príncipe, em 12 de fevereiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. fevereiro 2019 - 22:40
(AFP)

Porto Príncipe foi palco nesta quarta-feira (13) de novos confrontos violentos entre a polícia e manifestantes que pedem a renúncia do governo e ocupam as ruas das principais cidades do Haiti há uma semana.

Um jornalista foi ferido no antebraço por uma bala durante um tiroteio entre a polícia e um grupo de manifestantes no centro da capital, segundo presenciou um jornalista da AFP.

A poucos metros dos escritórios da presidência, os confrontos entre as forças de ordem e os jovens, provenientes majoritariamente de bairros populares, foram intensos e prolongados: enquanto os primeiros disparavam bombas de gás lacrimogêneo, os segundos atiravam pedras.

"É uma insurreição popular: os haitianos ocupam as ruas e está claro que Jovenel (Moïse, o presidente da república) não tem escolha a não ser renunciar", declarou Prophète Hilaire, um dos manifestantes, em um momento em que as marchas ainda transcorriam sem violência na capital.

"Um governo que não pode dar comida e água ao seu povo deve renunciar, mas também é necessário que a burguesia decida parar de acumular todas a riqueza. Nos bairros populares somos mais", advertiu.

O Haiti atravessa uma profunda crise política desde 7 de fevereiro. As atividades estão paralisadas por manifestações populares nas principais cidades.

Desde o início da revolta, na quinta-feira, ao menos seis pessoas morreram.

Na terça-feira, os 78 detidos em uma prisão de uma pequena cidade do sul do país fugiram em um momento em que uma manifestação contra o governo ocorria em frente à delegacia próxima à prisão, segundo testemunhas. Uma investigação foi iniciada para determinar as circunstâncias exatas dessa evasão espetacular.

A ira popular tem como alvo principal o presidente Jovenel Moïse, no poder desde 2017.

Desaprovado por não ter cumprido as suas promessas e agravado a pobreza, o presidente permanece em silêncio.

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