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Uma pulseira eletrônica para deixar o confinamento na Itália

Homens idosos sentam-se a uma distância segura um do outro, em 13 de maio de 2020, no centro de Roma afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. maio 2020 - 14:44
(AFP)

Ela é uma das armas para vencer a batalha contra o novo coronavírus: uma pulseira eletrônica desenvolvida por uma empresa italiana, que controla o respeito à distância de segurança entre indivíduos e rastreia os contatos de uma pessoa que testou positivo para a COVID-19.

À medida que os meses de verão se aproximam na Europa, o novo dispositivo é muito útil, especialmente em spas, museus e monumentos, essenciais na península para a indústria do turismo.

O setor foi o mais atingido pela emergência de saúde e se prepara para enfrentar a temporada mais difícil de sua história recente.

O sistema também pode ser usado em fábricas e empresas como um instrumento que permite que os funcionários trabalhem com calma, sem medo de contágio.

Chamado "Labby Light", o sistema foi desenvolvido pela empresa MetaWellness, com sede em Bari, em Pullas, ao sul.

A pulseira é apresentada como um relógio de pulso, mas também pode ser transformada em uma espécie de chave eletrônica para carregar na bolsa ou em um chip escondido atrás da máscara de proteção.

A um custo de 25 euros sem impostos, emite uma vibração quando a distância de segurança de um metro é violada em relação a outros usuários e também registra todos os contatos que teve.

Isso permite, em caso de contágio, determinar o número de pessoas que entraram em contato com o coronavírus para isolar rapidamente as possíveis fontes de infecção e impedir sua propagação.

"Recebemos pedidos de resorts, de redes de hotéis, escolas e empresas", disse à AFP Antonello Barracane, gerente da MetaWellness, uma empresa inovadora especializada em bem-estar e esportes.

A pulseira se assemelha à fabricada pela empresa belga Rombit, que anunciou em abril que estava prestes a testar o dispositivo pela primeira vez no porto de Antuérpia para evitar a infecção por coronavírus no local de trabalho.

O dispositivo deve ajudar os funcionários a observar as rigorosas precauções estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) contra a epidemia e, ao mesmo tempo, garantir o respeito pela privacidade do usuário.

As duas empresas sustentam que seus sistemas respeitam a privacidade e informações confidenciais não são divulgadas.

Um dentista da cidade de Bari, Giuseppe Di Bari, concordou em experimentar a nova pulseira da COVID-19, pois considera interessante do ponto de vista médico e jurídico.

"Permite evitar denúncias falsas no caso de um paciente afirmar que contraiu o vírus em meu consultório. Serve para demonstrar que ele não teve contato com nenhuma pessoa positiva durante a consulta e que o distanciamento social foi respeitado durante sua permanência em minhas instalações", explicou.

Di Bari pede que seus pacientes entrem em seu consultório com uma máscara, protejam os sapatos cobrindo-os e usem a nova pulseira eletrônica.

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