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Unasul: diálogo entre governo e oposição na Venezuela está aberto

O secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, ao lado da chanceler da Venezuela, Delcy Rodriguez, em Caracas. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. março 2015 - 00:57
(AFP)

O diálogo entre o governo do presidente Nicolás Maduro e a oposição venezuelana está aberto após a visita de uma delegação da Unasul a Caracas, afirmou neste sábado o secretário-geral do organismo, Ernesto Samper.

"A visita da Unasul à Venezuela abriu caminhos para o diálogo político que estava fechado há mais de um ano", escreveu Samper no Twitter.

O secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas e os chanceleres de Brasil, Colômbia e Equador viajaram na sexta-feira à Venezuela para mediar o impasse entre o governo e as forças opositoras, em meio a uma severa crise econômica e a um crescente desabastecimento.

Durante sua visita, os diplomatas se reuniram com Maduro e com membros do Supremo Tribunal, da Promotoria e do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela.

Em 2014, os diplomatas tentaram facilitar a aproximação entre o governo e a oposição, após violentos protestos que deixaram 43 mortos.

O diálogo entre as partes foi suspenso em maio do ano passado.

Em meio à recessão econômica, inflação alta e escassez de produtos básicos, Maduro lançou uma ofensiva contra a oposição, denunciando sua participação em um complô para derrubá-lo. O endurecimento de Maduro levou à detenção do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, há duas semanas.

Na sexta-feira, os países da Unasul rejeitaram "qualquer tentativa de desestabilização democrática" na Venezuela, em referência às denúncias de Maduro sobre uma suposta conspiração contra seu governo.

"Todos os Estados da Unasul, sem exceção (...) rejeitam e rejeitarão qualquer tentativa de desestabilização democrática de ordem externa que se apresente na Venezuela", declarou Samper.

A Unasul disse ainda que é "fundamental" a realização das eleições legislativas previstas para o final de 2015. Há alguns dias, o líder da oposição Henrique Capriles alertou que o governo Maduro é capaz de suspender o pleito eleitoral, diante de sua queda de popularidade nas pesquisas.

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