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Veja como o coronavírus invadiu hospital de Wuhan e contaminou médicos

A unidade de cuidados intensivos do hospital universitário de Zhongnan, em Wuhan, em 24 de janeiro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. fevereiro 2020 - 22:25
(AFP)

Quarenta funcionários da equipe médica do Hospital universitário de Zhongnan, na cidade chinesa de Wuhan, foram contaminados com o novo coronavírus em janeiro, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira (7) que confirma a vulnerabilidade dos trabalhadores de saúde ao vírus.

Um paciente que deu entrada no departamento de cirurgia com dor abdominal infectou dez trabalhadores da saúde, segundo este estudo realizado por pesquisadores e médicos de Wuhan e publicado nesta sexta na revista médica americana Jama.

Dezessete pessoas que foram hospitalizadas por outros motivos também se infectaram com o novo coronavírus durante sua estadia no centro de saúde.

No total, 41% dos 138 casos de pessoas tratadas do coronavírus neste hospital entre 1º e 28 de janeiro contraíram a doença no próprio estabelecimento.

O estudo foi publicado horas depois da morte do oftalmologista de Wuhan que foi punido por soar o alerta no fim de dezembro sobre a epidemia emergente. O doutor Li Wenliang, de 34 anos, teria sido infectado por um de seus pacientes.

A notícia da sua morte provocou fortes reações na rede social chinesa Weibo.

No hospital de Zhongnan, funcionários das unidades de cuidados gerais representava a maioria dos casos de infectados (31 de 40), seguidos dos das unidades de urgência e cuidados intensivos.

Um paciente contaminou outros três que estavam na mesma unidade, onde recebiam tratamento por dor abdominal.

O exemplo do paciente que infectou sozinho dez pessoas é uma amostra dos riscos do hospital na primeira fase da epidemia quando, em média, estima-se atualmente que uma pessoa infectada contamine outras 2,2.

"Se for verdadeiro, isto confirma que alguns pacientes provavelmente são mais contagiosos que outros, o que cria novas dificuldades para a gestão dos casos", disse o médico Michael Head, da universidade de Southampton, através do The Science Media Center.

Um alto funcionário provincial da China admitiu na quinta-feira que o pessoal médico carecia de máscaras e macacões para se proteger.

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