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Veja como os ganhadores do Nobel de Química empregaram a evolução biológica

A cientista Frances Arnold em uma foto divulgada nesta quarta, 3 de outubro, pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 03. outubro 2018 - 21:47
(AFP)

Três cientistas foram contemplados nesta quarta-feira (3) com o Prêmio Nobel de Química por terem aproveitado o poder da evolução biológica para alcançar uma série de avanços decisivos para o meio ambiente e a saúde.

Confira no que consistiram estas descobertas?

- Novas enzimas -

A americana Frances Arnold foi premiada por ter usado os princípios da evolução para desenvolver novas enzimas, as proteínas que representam a base química essencial para a vida.

Inicialmente, tentou fazer isso empregando métodos mais tradicionais, mas registrou avanços quando permitiu que as forças evolutivas, como a seleção natural e o acaso, assumissem o desenvolvimento das enzimas, ao mesmo tempo em que as guiava sutilmente.

Foi o primeiro passo em direção a uma revolução neste campo, dado que permitiu criar substâncias químicas menos poluentes, novos fármacos e biocombustíveis, segundo a Real Academia de Ciências da Suécia, que concede o Nobel.

- Medicamentos pioneiros -

Os princípios desta evolução guiada também foram utilizados pelos outros dois premiados, o americano George Smith e o britânico Gregory Winter, que se concentraram em vírus que infectam as bactérias, chamados bacteriófagos ou fagos.

Smith utilizou este elemento invasor para inventar um método "elegante" chamado "phage display", que permite produzir novas proteínas.

Gregory Winter aplicou depois a descoberta de Smith para desenvolver o primeiro fármaco do mundo baseado completamente em um anticorpo humano.

Isto permitiu desenvolver medicamentos capazes de agir contra determinadas células tumorais, artrite, a toxina que provoca o antraz ou de desacelerar o lúpus e inclusive curar, em alguns casos, o câncer metastático.

Outros muitos tipos de anticorpos são objeto atualmente de ensaios clínicos, inclusive para tratar o Alzheimer, segundo a Academia.

Alan Boyd, presidente da Faculdade britânica de Medicina Farmacêutica, aplaudiu o prêmio.

"O uso de anticorpos é uma mudança paradigmática, no sentido de que agora tratamos muitas doenças com benefícios significativos para os pacientes em todo o mundo e isto continuará nos próximos anos", disse.

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