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Capriles (centro) participa de protesto contra Maduro, em Caracas, em 8 de abril de 2017

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O líder opositor venezuelano Henrique Capriles denunciou neste sábado (8) que o prédio onde realiza suas atividades políticas foi "atacado com bombas", pouco depois de ter participado de uma manifestação contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

"URGENTE!!! Fomos atacados com BOMBAS dentro do EDF! Neste momento os BOMBEIROS trabalham!", tuitou o governador de Miranda.

"Qual é a ordem Maduro? Nos matar? Se alguma coisa acontecer já sabem quem é o responsável e sabem o que têm de fazer!!!", acrescentou.

Capriles postou imagens de uma coluna negra de fumaça, saindo de um prédio identificado por ele como seu comando de campanha em Caracas.

"Estamos a salvo, graças a Deus não há vítimas! Todos saímos a tempo! Agradecimento público ao Corpo de Bombeiros! A todos os que ajudaram!", completou.

De acordo com o "site" de notícias El Estímulo, tratou-se de uma "bomba lacrimogênea" lançada pelas autoridades para dispersar uma manifestação nessa zona. A estrutura sofreu alguns danos.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, condenou os fatos.

"Condenamos energicamente o atentado contra sede de @hcapriles e nos solidarizamos com aqueles que sofrem por reivindicar direitos", declarou Almagro pelo Twitter.

Milhares de opositores foram às ruas contra Maduro, neste sábado, em Caracas, em seu quarto protesto em uma semana.

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