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Venezuela condena 'violência' da 'oposição' na Nicarágua

Enterro em 17 de junho de 2018, em Manágua, na Nicarágua, dos seis membros de uma família mortos quando sua casa foi incendiada por um grupo armado afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. junho 2018 - 21:15
(AFP)

O governo da Venezuela rejeitou neste domingo a "violência com fins políticos" de setores de "oposição" em protestos que buscam a saída do poder de Daniel Ortega na Nicarágua, com um saldo de 178 mortos em dois meses.

A "Venezuela condena energicamente o uso da violência com fins políticos por parte de elementos da oposição nicaraguense cujo propósito é tomar o poder por vias não democráticas", indica um comunicado divulgado pelo chanceler Jorge Arreaza.

Caracas lamentou as mortes "e em particular o grotesco assassinato por incineração de duas pessoas, assim como dos membros de uma família humilde" da comunidade popular Carlos Marx, acrescentou o documento.

Seis de oito falecidos no sábado, entre eles duas crianças, eram membros de uma família cuja casa foi incendiada por um grupo armado.

O governo responsabiliza a oposição, enquanto sobreviventes e moradores acusam a polícia e homens armados que apontam como seus colaboradores.

O governo de Nicolás Maduro, aliado de Ortega, chamou ao "diálogo" como "única via para garantir a paz", em momentos em que ambas as partes iniciaram conversas com a petição da oposição de um adiantamento das eleições presidenciais de 2021 a 2019.

"O povo venezuelano foi alvo desse mesmo tipo de crimes", assegurou o texto da chancelaria venezuelana.

Um total de 125 pessoas morreram entre abril e julho de 2017 na Venezuela durante violentos protestos contra Maduro.

A oposição responsabilizou então policiais e militares por uma "repressão selvagem" aos manifestantes, enquanto o governo a acusou de buscar com a violência uma intervenção internacional na Venezuela.

O governante socialista foi reeleito no último 20 de maio até 2025 em eleições questionadas, boicotadas pela oposição e não reconhecidas pelos Estados Unidos e vários governos da América Latina e Europa.

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