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Venezuela se diz vítima de linchamento dos EUA ao estilo Ku Klux Klan

(19 mai) Grafite de apoio ao presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, em Barquisimeto afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 22. maio 2018 - 15:04
(AFP)

A Venezuela alegou ser vítima de um "linchamento político e financeiro" dos Estados Unidos, inspirado nos postulados racistas da Ku Klux Klan (KKK), depois que o país reforçou suas sanções em retaliação à reeleição do presidente Nicolás Maduro.

"Alertamos a comunidade internacional sobre a ameaça à paz mundial que representa o regime supremacista, racista e intervencionista que governa em Washington, inspirado nos postulados nefastos do (movimento de extrema-direita) Ku Klux Klan", declarou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

O governo de Donald Trump "promove o ódio, a intolerância e o linchamento político e financeiro" contra a Venezuela, acrescenta o texto.

O governo de Maduro acusou a Casa Branca de intensificar um "criminoso bloqueio financeiro e econômico", que qualifica como um "crime contra a humanidade", porque impede o "acesso a bens essenciais".

Cumprindo sua ameaça de não ficar de braços cruzados se Maduro fosse reeleito, os Estados Unidos limitaram na segunda-feira a venda de títulos - incluindo as contas a receber - e ativos públicos venezuelanos em seu território.

Essas medidas se somam à proibição imposta de negociar títulos da dívida da Venezuela e de sua petrolífera PDVSA e a sanções contra cerca de 60 líderes, inclusive Maduro, a quem os EUA chamam de "ditador".

"Instrumentaliza as necessidades do povo venezuelano como arma política para atacar a institucionalidade (...) e, assim, promover a derrubada" de Maduro, acrescentou o Ministério das Relações Exteriores.

Os venezuelanos sofrem uma aguda crise socioeconômica, com hiperinflação - projetada em 13.800% para 2018 pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) - e escassez de alimentos e remédios.

Washington considerou as eleições de domingo uma "farsa".

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