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Vereador acusado de atentado contra Maduro se matou na prisão, diz Procuradoria

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro (C), sua esposa Cilia Flores (E) e autoridades militares reagem a um forte barulho, atribuído depois à explosão de um drone, em Caracas, em 4 de agosto de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. outubro 2018 - 21:35
(AFP)

O vereador opositor Fernando Albán, que estava detido por um suposto atentado contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, se suicidou nesta segunda-feira (8) na sede do serviço de Inteligência, assegurou o procurador-geral Tarek William Saab.

Seu partido, Primeiro Justiça, denunciou um "assassinato".

"O cidadão pediu para ir ao banheiro e, estando lá, se jogou do 10º andar", disse Saab por telefone à emissora de televisão do governo VTV.

Albán, vereador do município Libertador de Caracas pelo partido "Primeiro Justiça", foi detido na sexta-feira passada por acusações de participar na explosão de dois drones quando Maduro fazia um discurso em 4 de agosto durante uma parada militar em Caracas.

O presidente denuncia essa ação como um "magnicídio em grau de frustração" e responsabiliza como autor intelectual o deputado Julio Borges, fundador do Primeiro Justiça, exilado na Colômbia.

A "crueldade da ditadura acabou com a vida de Fernando Albán", reagiu Borges no Twitter, lembrando que o vereador o acompanhou na semana passada em questões ante as Nações Unidas.

"Sua morte não ficará impune", acrescentou Borges, a quem Maduro acusa de fazer parte de uma trama para derrubá-lo com a ajuda de Estados Unidos e Colômbia.

O procurador anunciou uma "investigação exaustiva". "As causas pelas quais o fez serão esclarecidas, vamos investigar em todas as esferas", sustentou.

O advogado do vereador, Joel García, disse à imprensa da sede do Sebin em Caracas que não podem afirmar nem negar se tratar de um suicídio.

O corpo do prefeito foi entregue a seus familiares na noite desta segunda-feira, sendo levado a um cemitério do leste de Caracas.

O ministro de Interior e Justiça, o general Néstor Reverol, lamentou a morte do político que, segundo disse, também estava "envolvido em atos desestabilizadores dirigidos do exterior, dos quais existem provas suficientes".

Segundo o ministro, Albán se suicidou "no momento em que ia ser levado ao tribunal" que conhecia a sua causa.

Em mensagem no Twitter, o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, condenou a morte de Albán, "responsabilidade direta de um regime torturador e homicida".

O ex-candidato presidencial Henrique Capriles, membro do partido de Albán, assinalou que o que ocorreu foi de "total responsabilidade do regime". "NUNCA poderia ter agido contra sua própria vida".

Na Venezuela há 236 presos políticos, segundo a ONG Foro Penal.

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