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O vice-presidente da Argentina, Amado Boudou, é visto em Buenos Aires, em 9 de junho de 2014

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O vice-presidente argentino, Amado Boudou, tornou-se alvo nesta sexta-feira de um segundo processo, desta vez por falsificação de documento público em uma investigação pela suposta compra irregular de um automóvel há 20 anos, informou uma fonte judicial.

Boudou, que está na Colômbia, onde assistiu à posse do presidente Juan Manuel Santos, foi, em junho, o primeiro vice-presidente processado no exercício das suas funções por um outro caso, de suposta corrupção quando era ministro da economia em 2010.

O novo processo foi estabelecido nesta sexta-feira pelo juiz Claudio Bonadío, pelo crime de "falsificação de documento público, em caráter de partícipe necessário", na compra de um automóvel importado com documentação que teria dados falsos, há duas décadas.

"Ficou provado que Amado Boudou escreveu seu nome em um formulário 08 (de transferência de veículos) falso que contém cópias de seu documento nacional de identidade", afirmou o juiz, em texto divulgado pelo Centro de Informação Judicial (CIJ), site do Poder Judicial.

O magistrado embargou os bens do vice-presidente por 10.000 pesos (1.200 dólares). O juiz também processou a proprietária do veículo Graciela Taboada de Piñero, como autora, e Agustina Seguin, ex-namorada de Boudou, como partícipe necessária.

A ação foi iniciada em 2010 por Daniela Andriuolo, ex-esposa de Boudou, que exigiu uma quantia por um veículo da marca Honda comprado pelo vice-presidente quando já estava separado, mas antes da conclusão do processo de divórcio em 1998. Em uma declaração escrita ao juiz, Boudou responsabilizou os gestores da operação.

Processado em junho em outra causa, Boudou foi acusado de ter ficado -através da empresa fantasma The Old Fund e de um testa de ferro-, com 70% da empresa Ciccone, que tem o monopólio da impressão de papel moeda, em troca de ter feito uma intervenção para evitar a quebra dessa empresa.

Boudou apelou do processo e continua exercendo a vice-presidência e a presidência do Senado argentino com o apoio de Cristina Kirchner.

AFP