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Vice da Nicarágua acusa 'golpistas' por mortes em protestos

Estudantes de diferentes universidades da Nicarágua protestam exigindo que o presidente Daniel Ortega e sua vice-presidente e esposa Rosario Murillo renunciem e que o governo mantenha o orçamento de 6% para as universidades, em Manágua, em 2 de agosto de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. agosto 2018 - 23:04
(AFP)

A vice-presidente e primeira-dama da Nicarágua, Rosario Murillo, culpou nesta terça-feira a oposição por exercer um "terrorismo golpista" que causou a morte de 197 pessoas nos protestos contra o governo de Daniel Ortega.

São "197 irmãos cujas vidas foram ceifadas pelo terrorismo golpista, por criminosos. Eles os mataram", declarou Murillo em sua mensagem diária na mídia oficial.

"Que paguem por seus crimes. Estes golpistas assassinaram nossos irmãos".

Murillo reafirmou as informações da polícia de que entre 19 de abril e 25 de julho morreram 197 pessoas "vítimas do terrorismo golpista", incluindo 22 policiais e apenas cinco estudantes universitários.

Segundo organizações de direitos humanos, os protestos deixaram 317 mortos e ao menos 2 mil feridos.

A vice-presidente declarou que o governo sabe quem liderou, promoveu, financiou e executou o "golpe de estado, esta sangrenta tentativa de deter o bom caminho que trilhava" a Nicarágua.

"Mas vencemos, somos livres, não puderam passar e não passarão", disse a mulher de Ortega sobre os manifestantes, que o governo chama de "direitistas, satânicos, vândalos, delinquentes" e pessoas "diabólicas".

A oposição denunciou na semana passada que o governo tem empreendido uma forte perseguição e prisões ilegais de ativistas e de pessoas que participaram dos protestos.

A onda de manifestações começou no dia 18 de abril, com o anúncio de uma reforma na Previdência que degenerou em protestos exigindo a saída de Ortega do poder.

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