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Vice-presidente do Equador renuncia em meio a investigação por pagamentos indevidos

María Alejandra Vicuña durante a cerimônia em que assumiu formalmente a vice-presidência equatoriana, na Assembleia Nacional em Quito, em 6 de janeiro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. dezembro 2018 - 19:53
(AFP)

A vice-presidente do Equador, María Alejandra Vicuña, renunciou ao cargo nesta terça-feira, em meio a uma investigação por supostos pagamentos indevidos a ela quando era legisladora.

"O país não merece esta instabilidade, portanto apresento a renúncia ao meu cargo de vice-presidente", escreveu Vicuña em sua conta no Twitter, um dia depois de o presidente Lenín Moreno afastá-la de suas funções devido à investigação.

Vicuña "apresenta sua renúncia ao cargo de vice-presidente e agradece a todos que fizeram parte de sua gestão", que assumiu em outubro de 2017, confirmou a vice-presidente no Twitter.

O advogado Ángel Sagbay denunciou na semana passada que em 2012 e 2013, quando assessorava Vicuña na Assembleia Nacional, fez depósitos no valor total de 20.000 dólares em uma conta bancária da então parlamentar, que exigia dinheiro como contribuição para seu movimento político.

Vicuña qualificou então de "infâmia" a denúncia de Sagbay e disse que confiava em que o caso se resolveria na Justiça, enquanto a procuradoria a investiga por corrupção.

Na segunda-feira, Moreno anunciou que decidiu afastá-la de suas funções "para que possa exercer sem interferências de nenhum tipo seu direito a uma legítima defesa". A decisão presidencial não implicou na destituição de Vicuña.

No Equador, a única via para retirar o vice-presidente do cargo é através de um julgamento político na Assembleia Nacional, na qual o governo perdeu a maioria por uma luta de poder entre Moreno e o ex-presidente Rafael Correa (2007-2017).

Na quinta-feira, a Assembleia pediu sua renúncia.

Vicuña foi indicada vice-presidente por Moreno em outubro de 2017 e eleita finalmente pelo Legislativo em janeiro passado, diante da ausência no cargo do titular, Jorge Glas, que está preso por receber subornos por 13,5 milhões de dólares da construtora Odebrecht.

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