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Vice-presidente do Equador se desculpa por gestão dos mortos na pandemia

Policial patrulha ruas da localidade de Amatitlán, 35 km ao sul da Cidade da Guatemala, em 2 de abril de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. abril 2020 - 14:18
(AFP)

O vice-presidente do Equador, Otto Sonnenholzner, pediu desculpas, no sábado (4), pelas imagens de mortos pelas ruas e residências da cidade de Guayaquil (sudoeste), a mais atingida pela pandemia do novo coronavírus no país.

"Esta semana sofremos uma forte deterioração da nossa imagem internacional. Vimos imagens que nunca deveriam ter acontecido e, por isso, como seu servidor público, eu lhes peço desculpas", afirmou Sonnenholzner em pronunciamento de rádio e televisão.

No meio da semana, militares e policiais retiraram 150 corpos que jaziam em casas de Guayaquil, depois do caos que varreu esta cidade pela pandemia de coronavírus e dificultou o transporte dos cadáveres por diferentes motivos.

Sonnenholzner, que lidera o Comitê de Operações de Emergência (COE) ativado para enfrentar a atual emergência sanitária, ofereceu seus pêsames "a todas as famílias que perderam um ente querido nesta semana".

Neste domingo, o Equador informou o registro de 3.465 casos de COVID-19 no país, incluindo 172 mortos.

A província de Guayas, que tem Guayaquil como sua capital, tem a maior incidência de casos de COVID-19 no Equador, com 2.402 contaminados e 122 mortos.

Em todo território, está em vigor um toque de recolher de 15 horas. "Não podemos descumprir o toque de recolher", alertou Sonnenholzner, acrescentando que "o maior inimigo deve ser o vírus, e não a desobediência".

Ontem, o presidente Lenín Moreno denunciou que pelo menos 40% dos contaminados pelo coronavírus descumpriram o isolamento obrigatório. Por esse motivo, ele determinou a implantação de uma plataforma tecnológica para vigiar os pacientes.

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