Navigation

Vice-presidente do Parlamento venezuelano em greve de fome, diz Guaidó

(Março 2019) O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó (d), junto ao vice-presidente do Parlamento, Edgar Zambrano (e) afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. julho 2019 - 13:30
(AFP)

O vice-presidente do Parlamento venezuelano, Edgar Zambrano, detido em 8 de maio passado, destacado por apoiar um motim contra o presidente Nicolás Maduro, completou nove dias em greve de fome, denunciou nesta quinta-feira (18) o líder opositor Juan Guaidó.

Zambrano "completa nove dias em greve pelos direitos de todos os venezuelanos, de seus companheiros sequestrados com ele e de todos os presos políticos", denunciou em sua conta no Twitter o líder parlamentar, reconhecido como presidente encarregado por meia centena de países.

Guaidó não detalhou o estado de saúde do deputado, limitando-se a indicar que "sua luta (...) não descansa".

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), de orientação governista, abriu processo penais contra Zambrano e outros 14 legisladores pelo levante frustrado de cerca de 30 militares em 30 de abril, liderados por Guaidó.

A pedido do TSJ, a Assembleia Constituinte chavista e que controla o país com poderes absolutos, suspendeu sua imunidade.

Em uma operação cinematográfica, narrada no Twitter pelo próprio legislador, Zambrano foi detido em maio por agentes de inteligência com armas longas que o interceptaram em seu veículo e que, ao se negar a sair, o levaram com um reboque.

Após as acusações, os outros legisladores se refugiaram em sedes diplomáticas, fugiram para o exterior ou passaram à clandestinidade.

A denúncia de Guaidó, que acusa o governo socialista de Maduro de tentar desmontar o Parlamento - o único em poder da oposição - coincide com conversas entre delegados dos dois lados em Barbados, auspiciadas pela Noruega para resolver a crise política.

Segundo a ONG local de direitos humanos Foro Penal, há 589 "presos políticos" na Venezuela, embora Maduro desconheça esta qualificação.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.