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Violência dispara migração forçada na América Central, segundo Acnur

Migrantes da América Central na Via-crúcis Migratória em sua chegada ao abrigo "Casa do Peregrino", na Cidade do México, em 9 de abril de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 22. maio 2018 - 17:12
(AFP)

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) se mostrou, nesta terça-feira (22), alarmado pelo forte aumento do deslocamento forçado de pessoas do norte da América Central por conta da violência em seus países.

Está sendo observado "um considerável aumento do número de pessoas que fogem da violência e da perseguição no norte da América Central", anunciou esse órgão.

Segundo um comunicado, no final de 2017, em todo o mundo, foram registrados mais de 294.000 solicitantes de asilo e refugiados procedentes do norte da América Central, 58% a mais que no ano anterior.

"As pessoas estão fugindo por vários motivos, incluindo econômicos, mas também pela violência e perseguição, sobretudo por gangues e facções criminosas", disse à AFP Francesca Fontanini, responsável de Comunicação do Acnur para a América Latina.

No Triângulo Norte da América Central (Guatemala, El Salvador e Honduras) as gangues MS-13 e Barrio 18 espalham o pânico nas comunidades pobres das principais cidades, onde traficam drogas, assaltam, assassinam e extorquem.

Com cerca de 16.000 homicídios em 2016, o Triângulo Norte se mantém como uma das regiões sem guerra mais violentas do mundo, apesar dos planos de segurança, que incluem os Exércitos.

A média dos três países é de 50,6 homicídios para cada 100.000 habitantes, oito vezes a média mundial, de 6,7 para cada 100.000, estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por esse motivo, a agência da ONU fez um chamado à comunidade internacional para dar proteção e ajuda aos países do norte da América Central para abordar as causas da situação, e pediu que melhorem os sistemas de refúgio e os programas de assistência humanitária.

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