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Violência no Chile aumenta temor de radicalização dos protestos

Policias enfrentam manifestante durante protesto contra o governo do presidente chileno Sebastián Piñera em Viña del Mar afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. fevereiro 2020 - 13:25
(AFP)

A violência voltou às ruas do Chile antes do início do tradicional festival internacional da cidade de Viña del Mar e as autoridades temem uma nova radicalização nos protestos a partir de março.

Oito veículos foram queimados e 23 policiais ficaram feridos em Viña del Mar, durante confrontos organizados por pessoas contrárias à organização do festival de música popular, que este ano foi inaugurado pelo cantor porto-riquenho Ricky Martin, que expressou apoio aos protestos sociais no Chile.

"Eu estou contigo Chile, nunca calados, sempre com amor e com paz", afirmou o cantor de 48 anos.

Convocados pelas redes sociais, milhares de manifestantes se reuniram nas proximidades da Quinta Vergara, o anfiteatro ao ar livre onde acontece o festival, e protagonizaram confrontos violentos com a a polícia, que estava preocupada em assegurar a entrada do público no evento.

Um hotel tradicional da cidade foi atacado e os hóspedes - incluindo vários participantes do festival - foram retirados. Ao menos 30 estabelecimentos comerciais também foram atacados e saqueados por manifestantes, que desejavam a suspensão do evento em apoio aos protestos sociais que começaram em outubro.

"Vocês foram testemunhas da violência destas pessoas, que não buscam outra cousa além do confronto com a polícia, prejudicar as pessoas. Tinham o objetivo claro de afetar, que o Festival da Viña não acontecesse", disse o general Hugo Zenteno, comandante local da polícia.

"Havia grupos que queriam danificar e impedir a realização do festival, mas não conseguiram", afirmou o governador da região, Jorge Martínez.

Considerado o evento de música popular mais importante da América Latina, o festival - que tem duração de seis dias - terá nesta segunda-feira novos momentos de tensão. A atração da noite é a cantora chilena Mon Laferte, que apoia os protestos sociais e que é alvo de um pedido de boicote de grupos de extrema-direita.

As autoridades anunciaram que as medidas de segurança serão redobradas nos próximos dias.

O governo teme do presidente Sebastian Piñera teme uma nova radicalização dos protestos a partir de março, quando terminam as férias de verão e grande parte das atividades são retomadas.

Nas redes sociais já circula um calendário completo de protestos convocados para março.

Após um acordo com o Congresso, o governo Piñera promoveu um referendo para consultar os chilenos sobre se querem ou não reformar a Constituição, que permanece como uma herança da ditadura de Pinochet. A consulta acontecerá em 26 de abril.

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