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Violentos confrontos no Chile após reforço policial

Manifestante corre diante de caminhão da polícia em Santiago, em 20 de dezembro de 2019. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. dezembro 2019 - 01:09
(AFP)

Violentos confrontos entre manifestantes e a polícia foram registrados nesta sexta-feira em vários pontos no centro de Santiago após uma nova estratégia do governo para evitar a concentração de pessoas com um maior destacamento de tropas.

Dois meses após o início dos protestos sociais, a Intendência de Santiago (prefeitura) aplicou uma nova fórmula de vigilância da Praça Itália, epicentro das manifestações, cercada com grades de metal e cheia de policiais, para evitar concentrações, que em geral contam com mais participantes às sextas.

Os incidentes estavam concentrados em torno da Praça Itália e do Parque Florestal, e em frente ao palácio do governo, disseram jornalistas da AFP.

"Não temos qualquer manifestação autorizada neste local e, portanto, não corresponde que exista uma manifestação", declarou Felipe Guevara, Intendente de Santiago, horas antes do início dos distúrbios.

"O que procuramos é que os direitos das pessoas que circulam ou vivem no setor da Praça Itália deixem de ser afetados. Queremos que policiais prudentes nas ruas, sem inibição, protejam os cidadãos de atos violentos", disse Guevara.

Mais tarde, vários grupos de manifestantes, principalmente jovens, foram para a Praça Itália e entraram em confronto com os agentes de segurança, sendo dispersados com força pela polícia, que usava gás lacrimogêneo e jatos de água.

Depois de quase uma hora de luta, os manifestantes quebraram as cercas de metal e conseguiram superar a polícia, que teve que voltar para as ruas próximas.

Os protestos no Chile começaram em 18 de outubro devido ao aumento da tarifa do metrô de Santiago, mas depois resultaram em uma ampla queixa contra o governo de Sebastián Piñera e políticas sociais de maior igualdade.

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