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Vizcarra diz que deixa presidência peruana 'de cabeça erguida'

Vizcarra faz uma declaração de despedida antes de deixar o palácio presidencial, em Lima afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. novembro 2020 - 02:35
(AFP)

O presidente peruano destituído, Martín Vizcarra, declarou nesta segunda-feira que deixa o poder "de cabeça erguida" e descartou entrar com ações legais para recorrer da decisão do Congresso de destituí-lo por "incapacidade moral".

"Deixo o palácio de governo como entrei, há dois anos e oito meses: de cabeça erguida", declarou Vizcarra, rodeado por seus ministros, no pátio da casa de governo, anunciando que seguirá imediatamente para sua residência particular.

“Diretamente e como Martín Vizcarra, não entrarei com nenhuma ação legal para resistir à destituição. Não quero que, de forma alguma, possa ser entendido que meu espírito de serviço ao povo tenha sido apenas uma vontade de exercer o poder", assinalou, afirmando que irá provar a "falsidade" das acusações contra ele durante as investigações que devem ser realizadas pela promotoria.

"Parto com a consciência tranquila e o dever cumprido", afirmou Vizcara, que gozou de níveis recorde de popularidade em seus 32 meses de governo, o que se refletiu em passeatas e panelaços em seu apoio na capital e em outras cidades após a sua destituição.

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