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Vizcarra sustenta que Odebrecht não deve seguir no Peru após corrupção

Logotipo da empreiteira Odebrecht, em São Paulo, em 4 de dezembro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. dezembro 2018 - 18:48
(AFP)

O presidente peruano, Martín Vizcarra, que lidera a luta contra a corrupção em seu país, rejeitou nesta segunda-feira (31) que a empreiteira Odebrecht siga trabalhando no Peru, alegando que suas práticas corruptas causaram muito dano e desconfiança.

"Não estou de acordo (com a presença da Odebrecht) porque é uma empresa que aceitou cometer grandes grandes atos de corrupção", disse Vizcarra em entrevista a uma rádio de Lima, RPP.

O presidente acrescentou que a empresa "causou muito dano ao país", se referindo ao acordo confidencial de cooperação judicial entre procuradores peruanos e ex-representantes da Odebrecht no Peru.

Este acordo supostamente permitiria a Odebrecht continuar participando da licitação de obras públicas no Peru, uma possibilidade questionada por críticos da empresa.

"A Odebrecht não deveria continuar fornecendo seus serviços de engenharia, construção e projetos no Peru, pois ela mesma se desqualificou para trabalhar com os peruanos", declarou o presidente.

Mas, apesar de suas críticas, Vizcarra declarou que respeita o acordo dos procuradores com a Odebrecht.

O presidente havia advogado em 18 de dezembro que deveriam ao fundo da verdade "caia quem cair", em referência aos casos de corrupção da empresa.

A Procuradoria peruana e a Odebrecht assinaram na segunda semana de dezembro um acordo de colaboração eficaz. A empresa se comprometeu a entregar provas que corroborem com os depoimentos de seus executivos de que entregaram contribuições ilegais para as campanhas eleitorais de Keiko Fujimori e quatro ex-presidentes peruanos.

No âmbito do acordo de colaboração está programado para sexta-feira, 11 de janeiro, em São Paulo, o depoimento do ex-superintendente da Odebrecht no Peru, Jorge Barata.

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