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Washington sanciona rede de empresas que apoiam o Hezbollah

A porta-voz do departamento de Estado, Jen Psaki, convocou os aliados do país a tomar medidas contra as redes de apoio do Hezbollah, que aumentam sua capacidade de realizar ações desestabilizadoras no Oriente Médio e no resto do planeta. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. julho 2014 - 16:40
(AFP)

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira ter incluído em sua lista negra uma rede de empresas acusadas de apoiar material e logisticamente o movimento libanês Hezbollah, considerado por Washington uma organização terrorista.

Dirigida por dois irmãos e com sede em Beirute, a Stars Group Holding teria adquirido "material eletrônico sofisticado" em muitos lugares do mundo com o objetivo de aumentar o arsenal militar da organização, afirma o departamento do Tesouro americano em um comunicado.

Graças a este suporte, o Hezbollah pôde utilizar drones para missões militares na Síria como apoio ao regime de Bashar al-Assad e para ações de vigilância em Israel, segundo o comunicado, que informa que as filiais do Stars Group na China e nos Emirados Árabes Unidos também foram punidas.

"Mobilizada para além do Líbano, a extensa rede de fornecimento do Hezbollah explora o sistema financeiro internacional para melhorar suas capacidades militares na Síria e suas atividades terroristas no planeta", afirmou no comunicado David Cohen, subsecretário do Tesouro responsável pela luta contra o financiamento do terrorismo.

Por estas sanções, a Stars Group Holding teve congelados os seus ativos em território americano e os americanos não podem realizar negócios com eles.

Por sua vez, a porta-voz do departamento de Estado, Jen Psaki, convocou os aliados do país a tomar medidas contra as redes de apoio do Hezbollah, que aumentam sua capacidade de realizar "ações desestabilizadoras" no Oriente Médio e no conjunto do planeta, segundo um comunicado.

A administração americana acusa regularmente o Hezbollah, movimento com representação política no Líbano, de sustentar o terrorismo e de apoiar o regime sírio, acusado de uma repressão sangrenta contra os rebeldes.

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