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Espanhóis em agência de emprego de Madri

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O desemprego teve uma leve queda em junho na zona do euro, mas a inflação em julho chegou ao seu nível mais baixo desde 2009, reduzindo as perspectivas de recuperação e colocando o bloco à beira da deflação.

Em junho, o desemprego médio nos 18 países da zona do euro foi de 11,5%, menor nível desde setembro de 2012, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela agência europeia de estatísticas, Eurostat.

A inflação, por outro lado, continuou em queda em julho, a 0,4% (em comparação ao 0,5% em junho), e ficou no seu nível mais baixo desde 2009, em plena crise econômica e financeira mundial.

Essa queda dos preços não afasta o fantasma da deflação, um fenômeno nocivo para o dinamismo econômico, pois prorroga as decisões de compra, com a expectativa de que os preços continuem baixando, e, consequentemente, desestimula os investimentos.

O Banco Central Europeu (BCE) cortou em junho sua taxa básica para 0,15% e anunciou um pacote de medidas excepcionais para incentivar os bancos a dar mais crédito às empresas e aos particulares.

A meta inflacionária do BCE é de 2% ao ano, mas há meses o índice de preços encontra-se muito abaixo dessa meta. Em julho de 2013, a inflação do bloco monetário era de 1,6%.

A inflação de julho "ressalta a baixa pressão sobre os preços e sustenta a nossa visão de que o BCE precisa atuar para afastar o risco de deflação", afirmou Jonathan Loynes, da Capital Economics.

O mercado de trabalho continua apresentando sinais de melhora, tanto em termos relativos como absolutos. O índice de desemprego ficou em junho em 11,5%, um décimo a menos do que em maio e meio ponto percentual a menos do que em junho de 2013, quando chegou a 12%.

O número de desempregados totalizou 18,412 milhões, 152.000 a menos do que em maio e 783.000 a menos do que em junho de 2013.

"Estas são boas notícias para a Eurozona", avaliou Howard Archer, da IHS Global Insight, observando que se trata "da segunda maior queda do número de desempregados desde fevereiro de 2007".

A Grécia, que durante a crise teve que recorrer a um plano de resgate internacional, está no topo dos países mais afetados pelo desemprego, com um índice de 27,3% em abril (último mês com dados disponíveis), sem variações em relação a março.

Em seguida na lista aparece a Espanha, com 24,5% de desemprego em junho, dois décimos a menos em comparação ao mês anterior.

"É alentador, o mercado de trabalho dá sinal de melhoras constantes ou pelo menos uma estabilização nos países onde a situação foi mais tensa", afirmou Archer.

Na Alemanha, principal potência econômica da Europa, o desemprego de julho foi de 6,7%, sem variações desde março, segundo anunciou nesta quinta-feira a Agência de Emprego em Berlim.

O desemprego entre as pessoas com menos de 25 anos na zona do euro foi de 23,1% em junho, uma redução de um décimo em relação a maio, indicou a Eurostat. Em junho de 2013 o desemprego nesta faixa era de 23,9%.

A Eurozona saiu da recessão em meados de 2013, mas o crescimento desde então tem sido moderado, contribuindo para a lenta redução do alto nível de desemprego.

Além disso, os últimos indicadores sugerem que a reativação econômica pode ter chegado ao seu limite, apesar de o desemprego continuar caindo lentamente.

Para Jonathan Loynes, "os dados do desemprego trazem um pouco de alento, mas continua havendo uma capacidade não utilizada no mercado de trabalho, o que contribui para que os preços continuem caindo".

AFP