Governo corrige dados da Covid-19: maioria das infecções ocorre na família, não na boate

De acordo com o Departamento de Saúde Pública, a maioria das pessoas contrai a Covid-19 de um parente. Keystone / Gaetan Bally

O Departamento Federal de Saúde Pública (DFSP) revisou sua avaliação anterior sobre a origem da maioria das infecções por coronavírus. A maioria dos casos ocorre através do contato com membros da família.

Este conteúdo foi publicado em 03. agosto 2020 - 13:08
Keystone-SDA/SRF/sm

Em 31 de julho, a DFSP disse à emissora pública suíça, SRF, que quase dois terços dos casos de Covid-19 foram rastreados a bares, boates e restaurantes.

Entretanto, no domingo à noite, o órgão anunciou que a transmissão da Covid-19 é feita principalmente através da família (27,2%), seguida pelo local de trabalho (8,7%) e festas particulares (3%). Os clubes noturnos representam 1,9% dos casos contraídos; os bares e restaurantes, 1,6%. As estatísticas são baseadas em 729 relatórios registrados por médicos entre 16 e 30 de julho.

As autoridades sanitárias indicaram que os portadores do vírus nos clubes "podem levar a um alto número de pessoas infectadas, bem como a um número ainda maior de pessoas que têm que entrar em quarentena". Elas afirmam que os casos de super-transmissão (super spreader) são um fardo particular para os sistemas cantonais de rastreamento de contatos, e que é importante manter o risco de transmissão tão baixo quanto possível, especialmente em tais ambientes.

Alguns políticos criticaram as autoridades sanitárias federais por corrigirem os números. Lukas Engelberger, presidente da Conferência Suíça de Diretores de Saúde Cantonal, disse à SRF na segunda-feira que "erros podem acontecer".

Engelberger disse que ele assume que, ao tomar decisões, os cantões "reagem acima de tudo aos incidentes que ocorreram localmente e que podem avaliar de forma confiável".

O cantão de Genebra, por exemplo, já havia ordenado o fechamento de todas as casas noturnas e cabarés até 23 de agosto.

São permitidos eventos nacionais, públicos e privados com até 1.000 pessoas, na condição de que seja garantido o rastreamento dos contatos. Os eventos de maior porte ainda são proibidos.



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