Nigéria quer recuperar dinheiro depositado na Suíça
O governo nigeriano apresenta esta terça-feira à Polícia Federal um pedido oficial de ajuda judiciária. O objetivo é obter a restituição de US$ 551 milhões depositados pelo ex-presidente Sani Abacha (foto) e bloqueados em 8 bancos suíços desde outubro.
O governo da Nigéria apresenta nesta terça-feira à Polícia Federal, em Berna, um pedido oficial de ajuda judiciária para a restituição de US 551 milhões depositados em 8 bancos suíços. Cerca 120 contas estão bloqueadas em Genebra e Zurique desde meados de outubro, a pedido do governo nigeriano.
O bloqueio de contas é de caráter preventivo. O pedido oficial de ajuda judiciária permite manter o bloqueio e iniciar um longo processo para a restituição do dinheiro. O prazo legal para a apresentação do pedido vai até quinta-feira mas o advogado suíço contratado pelo governo nigeriano vai apresentá-lo nesta terça-feira.
O atual governo da Nigéria acusa o ex-presidente, general Sani Abacha (foto) de ter pilhado as receitas do Banco Central nigeriano. Abacha ficou cinco anos no poder e morreu subitamente em junho de 98. Dois inquéritos foram abertos em Genebra contra Abacha e sua família, sob queixa do governo nigeriano: uma por formação de quadrilha, outra por lavagem de dinheiro.
“Se for provado que a Nigéria se empobreceu com os desvios de verbas públicas pelo clã do ex-presidente, esse dinheiro poderá ser restituído mas levará tempo”, afirma o Procurador geral de Genebra, Bernard Bertossa. Nesses casos, a parte processual foi simplicifica na Suíça mas ainda há várias possibilidades de recurso tornando longo o processo.
Segundo o governo nigeriano, o general Abacha e sua família desviaram dezenas de bilhões de dólares. Além da Suíça, contas foram descobertas na Áustria, Inglaterra, Alemanha, Luxemburgo e França.
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