Traficantes exploram 300 mil mulheres na Europa
No mínimo 300 mil mulheres são vítimas de traficantes na Europa, exploradas principalmente no mercado do sexo. A denúncia é da ministra do Interior, Ruth Dreiffus (foto) em discurso diante da conferência da ONU sobre as mulheres, em Genebra.
“O tráfico de mulheres é uma nova forma de escravidão … que pode minar nossas sociedades”. A declaração é da ministra suíça do Interior, Ruth Dreiffus, em discurso diante da Conferência européia sobre as mulheres, em Genebra. Essa conferência vai até sexta-feira com a participação 600 representantes de 55 países e é a primeira depois da Conferência da ONU em Pequim 5 anos atrás.
Ruth Dreiffus declarou que, no mínimo, 300 mil mulheres são vítimas dos traficantes na Europa, exploradas principalmente como prostitutas, e que “a demanda só aumenta”. A ministra considera “insuficientes” os meios utilizados para combater esse tráfico.
A ministra descreveu a situação dessas mulheres como “dramática”, afirmando que os traficantes confiscam seus documentos e as mantém sobre constante ameaça. Disse também que os “crimonosos” dispõem de importantes recursos reciclados na economia legal. Dreiffus lançou um apelo aos homens consumidores de serviços sexuais, afirmando que eles devem conscientizar-se da responsabilidade que têm na eliminação ou manutenção desse tráfico, originário dos países mais pobres.
Ruth Dreiffus fez propostas para reforçar a luta contra o tráfico de mulheres. Disse que a medida mais urgente é fornecer ajuda psicológica e médica às vítimas, protegê-las contra represálias e fornecer-lhes formação. Sugeriu também que os governos apóiem as organizações não-governamentais (ONGs) que trabalham na prevenção, formação e assistência às mulheres e uma melhor coordenação com as polícias.
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