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Brasil já é o 2º mercado mundial da Nestlé



Fábrica em Feira de Santa, inagurada em 2007, está sendo duplicada.

Fábrica em Feira de Santa, inagurada em 2007, está sendo duplicada.

(Keystone)

Com o crescimento de 12,5% de seus negócios no país registrado em 2010, a empresa transnacional de origem suíça Nestlé já tem o Brasil como o seu segundo maior mercado em todo o mundo, atrás somente dos Estados Unidos.

Presente no Brasil há 90 anos e uma das marcas mais reconhecidas pelos brasileiros, a Nestlé vem crescendo junto com a economia do país nos últimos anos e teve no ano passado um faturamento de R$ 17,4 bilhões.

Em 2011, o objetivo da Nestlé é investir no Brasil algo em torno de R$ 1 bilhão e expandir ainda mais seu crescimento: “Esse investimento acontecerá principalmente nas áreas técnica e comercial. Possíveis aquisições não estão incluídas nessa previsão”, disse o presidente da Nestlé no Brasil, Ivan Zurita, durante o anúncio em março da inauguração da 31ª fábrica da empresa no país, que será construída no município de Três Rios, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, acompanhado pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, Zurita falou sobre as perspectivas de crescimento da Nestlé para este ano: “Estamos dispostos a crescer em 2011, no mínimo, o dobro do que crescerá o PIB. Há potencial para isso e a Nestlé tem o Brasil como prioridade internacional”, disse. Previsões feitas pelos analistas de mercado indicam para o PIB brasileiro uma alta entre 4,2% e 5% em 2011.

O fortalecimento da Nestlé no Brasil se deve a alguns fatores. Além da presença de nove décadas da empresa suíça e de seus produtos na alimentação dos brasileiros, outro fator importante é o processo em curso de inclusão de milhões de brasileiros em um padrão de renda e consumo mais elevado, fato que possibilitou à Nestlé consolidar o prestígio de sua marca e sua condição de líder: “Hoje, cerca de 87% de nossa produção é consumida pelas classes C, D e E”, disse Zurita.

Outro fator é o crescimento do mercado nas regiões Norte e Nordeste e em estados como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul. Por isso, além da fábrica que será construída em Três Rios, também está em curso a duplicação da fábrica da Nestlé em Feira de Santana, na Bahia, um dos mercados regionais que mais cresce no país: “O Nordeste e o Rio, que vêm criando mais empregos, crescem num ritmo ainda mais acelerado do que o do próprio Brasil. Temos que responder a essa demanda. A cada 3% de crescimento, será preciso uma fábrica nova”, disse Zurita.

Rio passa São Paulo

Em menos de três anos o Brasil passou Alemanha e França e saiu da posição de quarto para a de segundo maior mercado internacional da Nestlé. No plano interno brasileiro, curiosamente, também ocorreu uma “ultrapassagem” em 2011, com o Rio de Janeiro desbancando São Paulo pela primeira vez em 90 anos do posto de maior estado consumidor dos produtos da empresa. No ano passado, o Rio foi responsável por 12% do faturamento da Nestlé no país, enquanto São Paulo ficou um pouco atrás, com 11% do faturamento.

Por isso, o simples anúncio da construção da nova fábrica em Três Rios foi motivo para grande celebração junto às autoridades públicas do Rio de Janeiro. A Nestlé já tem no estado uma unidade que fabrica sorvetes instalada na capital, no bairro de Jacarepaguá, e outra para envasamento de água mineral no município de Petrópolis. A nova fábrica, que recebeu investimentos iniciais de R$ 163 milhões, produzirá bebidas lácteas e produtos à base de soja.

A estimativa da empresa é que a fábrica de Três Rios comece a produzir em agosto e que, em funcionamento, gere cerca de mil empregos diretos e indiretos. Ivan Zurita não esconde seu entusiasmo: “Nossa meta é atingir uma produção diária de 200 mil litros de leite. Com as futuras ampliações, poderemos chegar a um milhão de litros diariamente”, disse.

Com apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Três Rios, a Nestlé iniciou uma coleta de dados junto aos produtores locais para desenvolver projetos de melhoria da produtividade e da qualidade do leite, além de assegurar a sustentabilidade da atividade leiteira na região.

Bacia leiteira

Zurita disse esperar que a Nestlé possa contribuir decisivamente para o fortalecimento da bacia leiteira do Rio de Janeiro: “Acreditamos que esta nova fábrica será um estímulo para fortalecer o potencial da bacia leiteira do Estado. Vamos incentivar os produtores locais, pois este é um compromisso da Nestlé alinhado ao conceito de Criação de Valor Compartilhado, plataforma mundial de responsabilidade social da companhia que busca aliar o desenvolvimento sustentável do negócio à geração de valor para as comunidades onde a empresa está presente”.

No Brasil, a Nestlé lidera em captação de leite. Em 2010, atingiu a marca de 2,2 bilhões de litros de leite produzidos. A rede de fornecedores da Nestlé conta hoje com mais de 40 mil produtores diretos e indiretos, espalhados pelo país. Toda a produção, segundo a empresa, é rastreada desde a coleta na fazenda até o recebimento na fábrica, o que assegura a qualidade do produto final.

A Nestlé e o Rei

A lua-de-mel da Nestlé com o Rio de Janeiro já resultou em samba e carnaval, como manda a tradição carioca e fluminense. Patrocinadora do cantor Roberto Carlos há anos, a empresa contribuiu financeiramente para a realização do desfile da escola-de-samba Beija-Flor, que homenageou o Rei no Sambódromo do Rio durante o último carnaval .

Alguns meses antes do desfile, a Comissão de Carnaval que comanda a Beija-Flor estava dividida, pois parte dela preferia para 2011 um enredo sobre São Jorge, padroeiro da escola. A intervenção da Nestlé, que colocou na mesa um patrocínio de R$ 3 milhões para desenvolver o enredo sobre Roberto, acabou sendo fundamental para a escolha final. A Beija-Flor acabaria sendo campeã do Carnaval 2011 do Rio.

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