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Cantões suíços disputam multinacionais com incentivos fiscais

Mudanças propostas nas leis tributárias da Suíça podem ter um efeito dramático na atratividade dos cantões suíços para empresas multinacionais. Como resultado, fatores como o custo das instalações ou a concentração de instalações de alta tecnologia terão um papel maior, de acordo com o banco UBS.

Este conteúdo foi publicado em 29. agosto 2018 - 16:37
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Quando as multinacionais procurarem o "melhor cantão suíço" no futuro, os resultados podem ser marcadamente diferentes Keystone

Pouco mudou no ranking de cantões por competitividade econômica desde que o UBS realizou seu último estudo em 2016. Zurique e Zug ainda são considerados os melhores lugares para as multinacionais se estabelecerem enquanto cantões mais rurais, como Jura e Grisões, ficam na retaguarda.

Mas uma revisão radical do código tributário corporativo da Suíça, esperado para os próximos anos, provavelmente desempenhará um papel significativo, de acordo com o último relatório do UBS Cantonal Competitiveness IndicatorLink externo.

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"De acordo com os dados atuais, Genebra e Vaud se tornariam consideravelmente mais atraentes do ponto de vista tributário, enquanto a competitividade relativa de Zurique e Argóvia cairia", afirma o banco.

"Os perdedores seriam os cantões centrais da Suíça [como Schwyz e Obwalden] que atraíram as empresas a se estabelecerem com políticas agressivas de baixa tributação".

Chave de inovação

A Suíça tem sido obrigada, por pressões externas, a mudar suas leis fiscais "nocivas", que atualmente dão taxas preferenciais a muitas empresas estrangeiras com uma base suíça. Uma primeira tentativa de revisar os impostos foi rejeitada pelos eleitores no ano passado. Um novo conjunto de propostas está previsto para entrar em vigor a partir de 2020 se for bem sucedido nas urnas.

O estágio atual favorece cantões de médio a baixo desempenho, como St Gallen, Turgóvia, Solothurn e Ticino, a se tornarem lugares mais baratos para abrir uma empresas, diz o UBS.

Os cantões que já atraíram grupos especializados em tecnologia de ponta, como Zug (blockchain) e Basileia (farmacêutico e biotecnológico), estão inclinados a explorar essa vantagem ainda mais em relação a outras áreas.

Isso também se aplica a cantões menos conhecidos, como Turgóvia, Solothurn e Schaffhausen, no norte da Suíça, que trabalharam duro para diversificar os tipos de indústrias ativas dentro de suas fronteiras.

O indicador do UBS mede o potencial econômico dos cantões suíços para empresas estrangeiras usando oito critérios, incluindo o custo de criação de negócios, disponibilidade de mão de obra qualificada e redes de transporte.

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