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Por que as suíças não processam seus patrões?

Poucas mulheres na Suíça processam seus empregadores por discriminação salarial, mesmo tendo um bom motivo. Isso raramente funciona.

Este conteúdo foi publicado em 12. fevereiro 2019 - 12:30
Uma abordagem divertida para uma questão séria: manifestantes pedindo aos parlamentares suíços que promovam a igualdade salarial Keystone/Alessandro della Valle

Nas últimas quatro décadas, 167 mulheres e nove homens - assim como 61 grupos - levaram um empregador ao tribunal. Mas, apesar da persistente disparidade salarial na Suíça, o número de processos por discriminação salarial está em baixa.


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Além da despesa inerente e do constrangimento de processar a empresa que emite o cheque de pagamento, as potenciais suplicantes são desencorajadas pelo fato de suas chances de ganhar serem mínimas. Como a professora de direito da Universidade de Genebra, Karine Lempen, disse à televisão pública suíça SRF, "é muito difícil provar a culpa de um empregador".

Por isso, as vítimas são mais propensas a abordar o problema por meio de uma autoridade de conciliação - com maior probabilidade de sucesso. Esse método resulta em um acordo 69% do tempo, enquanto no tribunal é de 12%.


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O salário igual para trabalho igual é uma exigência constitucional na Suíça. No entanto, de acordo com os números mais recentes, os homens ganharam 19,6% a mais do que suas colegas de trabalho em 2016. No final de 2018, o parlamento aprovou uma lei exigindo que empresas com mais de 100 funcionários realizassem controles de equidade regulares.
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