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Padres suíços poderão ter aula de educação sexual

A maior instância da Igreja Católica na Suíça planeja introduzir cursos de educação sexual para seus representantes.

Este conteúdo foi publicado em 04. setembro 2018 - 12:30
Pelo menos 250 casos de assédio sexual dentro da Igreja Católica na Suíça foram relatados desde 2010, de acordo com relatos da mídia Keystone

A Conferência dos Bispos da Suíça está tomando essa medida em uma tentativa de evitar o abuso sexual, noticiaram os jornais suíços SonntagsZeiting e Le Matin Dimanche.

Giorgio Prestele, presidente de um grupo de especialistas comissionado pelos bispos, prevê ir mais longe.

"Eu também posso imaginar que padres e teólogos leigos passem por uma avaliação antes de serem ordenados para medir como eles lidam com o assunto de sua própria sexualidade", disse.

A questão da prevenção do abuso sexual foi abordada pela Conferência dos Bispos da Suíça em uma reunião que começou na segunda-feira (3) na cidade de St. Gallen, no nordeste do país.

Outro ponto discutido é a adoção da obrigatoriedade de relatar mais rigorosamente os casos.

Os especialistas consultados pelo órgão católico recomendam que as diretrizes existentes sejam emendadas para que uma queixa ao judiciário seja obrigatória no primeiro sinal de infração.

Até o momento, esta obrigação foi claramente formulada para casos relativos a vítimas menores de idade. A igreja tem mais margem de manobra quando as vítimas são adultas.

A Igreja Católica Romana - incluindo o Papa Francisco - foi acusada de cobrir abusos nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Irlanda, Chile, Austrália, Alemanha e França durante décadas.

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