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Empresários apóiam adesão à ONU

Os grandes patrões suíços dizem que o mundo mudou e agora defendem adesão às Nações Unidas Keystone

Quatro meses da votação popular, os meios empresariais suíços estão unidos e afirmam que trata-se de um investimento rentável a longo prazo. Quinze anos atrás, muitos votaram contra.

Este conteúdo foi publicado em 01. novembro 2001 - 16:41

"Minha profunda convicção é que um "não" à adesão às Nações Unidas é prejudicial à Suíça". É a opinião de Marcel Ospel, presidente do conselho de administração do UBS, maior banco do país.

Razões econômicas

Somente o Vaticano e a Suíça não são membros da ONU. Na última votação, em 1986, o povo suíço rejeitou a adesão. Por iniciativa do governo, o povo vai novamente se pronunciar dia 3 de março.

Os empresários lançaram seu apôio oficial à adesão em entrevista coletiva em Berna, quinta-feira. Marcel Ospel deu duas razões para a adesão:

a primeira é que, segundo ele, a ONU garante atualmente a manutenção de um circuito político que pode ser de grande utilidade para a economia; a segunda é que a Suíça está muito mais inserida na economia mundial do que 15 anos atrás.

Empresários já votaram contra

"Digo francamente: em 1986, eu votei contra a ONU", reconheceu Andres Leuenberger, presidente de "eonomiesuisse", a federação dos empresários. Ele explicou sua mudança de posição afirmando que a ONU tem um papel-chave na estabilização do mundo, fundamental para a economia.

Leuenberger deu o exemplo da Áustria e da Suécia para dizer que a neutralidade suíça não seria afetada pela adesão. Disse também que o custo da adesão seria "limitado", apenas 10% a mais do que a Suíça já gasta em contribuições com a ONU (470 milhões de francos por ano).

Credibilidade e instrumento

Hans-Rudolf Frueh, presidente da União Suíça de Artes e Ofícios, que congrega pequenas e médias empresas, disse que a adesão é importante para a "credibilidade" da Suíça e que isso será "útil" para a exportação.

Outro empresário suíço muito conhecido, André Kudelski, afirmou que a ONU tem uma "nova legitimidade" depois da queda do muro de Berlin. Referindo-se à OMC, Organização Mundial do Comércio, ele lembrou que ONU tem organizações internacionais anexas que regulamentam as relações entre países e empresas.

swissinfo com agências

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